Embora os políticos disfarcem cada vez menos, muita gente ainda não percebeu que a eleição do Conselho Tutelar virou uma antecipação da eleição para vereador. É só reparar: junto com eles acaba indo um pequeno exército de cabos eleitorais. Tudo bem, os conselheiros tem um ótimo relacionamento, mas vá ter amigos assim! Mas não é o caso. São os funcionários, a chamada “estrutura” que os políticos com cargo tem a disposição e que eles colocam para trabalhar na busca dos votos para os conselheiros apadrinhados. (Confira na página três quem era padrinho de quem).

Mas a pergunta que fica é para que tanto empenho? O cargo de conselheiro tutelar é uma encrenca só. A pessoa tem que ter uma baita estrutura emocional, muito preparo técnico e deve gostar muito daquilo que faz. Não é para qualquer um já que o Conselho Tutelar nunca é acionado em situações prazerosas. Muito pelo contrário. São situações muito complicadas que precisam de atendimento absolutamente profissional, cabendo pouco espaço para trabalho político, que possa agregar votos numa eleição vindoura.

Os vereadores ficam medindo forças para eleger seus candidatos e vão ter poucas chances de retirar dividendos políticos durantes os mandatos. A não ser que eles queiram aproveitar o prestígio que os conselheiros ainda vão adquirir durante seus mandatos para pedir votos, desta vez, para a eleição dos padrinhos. De qualquer forma é bom a comunidade ficar atenta e saber quem se uniu a quem, para não acabar levando gato por lebre. Mesmo que a eleição já tenha passado agora é hora de acompanhar o trabalho de quem ganhou seu voto. Pense nisso e boa leitura.
 

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