Acham cadáver na zona rural

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Acham cadáver na zona rural

Corpo de Roseval teria cozinhado dentro do carro por vários dias e mau-cheiro pode ser sentido à distância

Moradores da localidade rural de Roça Velha encontraram o metalúrgico Roseval Alves Marques, 30 anos, morto dentro do carro Palio, placas AND 6695, de Curitiba. O veículo estava estacionado junto a uma plantação de milho, em uma estrada de terra, próxima às Ruas João Makuch e Tadeusz Kolodziejczyk. Conforme policiais militares da 2ª Companhia do 17º Batalhão, o carro não tinha alerta de furtou ou de roubo e encontrava-se com a chave encaixada na ignição, mas o corpo estava acomodado no banco de passageiro.

Os PMs isolaram a área e acionaram a Polícia Científica e o Instituto Médico-Legal (IML). De acordo com o perito, o homem estava morto há vários dias e encontrava-se em avançado estado de putrefação devido ao abafamento dentro do carro, que ficou exposto ao sol e à chuva. Funcionários do IML recolheram o corpo para necropsia e, segundo o titular da Delegacia de Polícia Civil, Rubens Recalcatti, o laudo do exame terá importância fundamental na investigação do que de fato aconteceu.

Inquérito

“Temos indícios que nos levam a crer na hipótese de suicídio, porque encontramos dentro do Palio uma carta, supostamente escrita por Roseval, onde ele estaria afirmando o vício em drogas e orientando a família sobre como agir após a morte dele”, conta Recalcatti. “Dentro do veículo também havia vestígios de consumo de drogas, como papelotes de crack e pontas de cigarro de maconha”, continua o delegado. “E, segundo a família, o metalúrgico parecia bastante depressivo nas últimas vezes em que esteve com ela”, ele completa.

“Contudo, devido a manchas e respingos de sangue encontrados na lataria do carro, não está livre a hipótese de eventual simulação de suicídio”, afirma o delegado. “Ouvimos os familiares do Roseval. Eles haviam comunicado o desaparecimento dele à Polícia no dia 10. Se ele tiver morrido nessa data, ficou sete dias decompondo-se dentro do veículo”, calcula Recalcatti. “Apreendemos o carro e aguardamos os laudos”, diz o delegado.

Foto: Marco Charneski