Muitas pessoas ficaram desabrigadas e tiveram que ser levadas para o CAIC

Uma, duas, três, quatro vezes. Este foi o total de vezes que os moradores da invasão 21 de Outubro, no Jardim Arvoredo, tiveram suas casas alagadas desde novembro do ano passado até a última terça-feira de Carnaval, dia 20, quando fortes chuvas voltaram a atingir a cidade. A ocupação irregular fica bem próxima da barragem do Pas­saúna e sempre que chove muito a água acaba invadindo as casas.

A moradora Celina Silva Machado disse que se cansou de presenciar esta cena triste e que já está acostumada a ter que correr para salvar seus pertences cada vez que chove bastante. “Desta vez minha casa não chegou a alagar, por isso pude dar abrigo para a minha vizinha com o marido e os dois filhos, que estão esperando a água baixar para retornar”, conta. Segundo ela, nas últimas enchentes a Prefeitura esteve no local e comprometeu-se em tirá-los dali. “Mas até agora eles não fizeram nada”, reclamou.

Socorro tardio
Daniel Medino, um dos moradores que se mobilizou para ajudar os vizinhos, disse que estava indignado com a demora no socorro às vítimas da enchente. “Ontem (terça-feira), chamei os bombeiros cerca de quatro vezes e eles não vieram, apenas responderam que não havia efetivo para atender à ocorrência. Somente a Defesa Civil veio, mas agora (quarta-feira, por volta das 17 horas), depois que muitas pessoas tiveram que passar a noite dentro da água”; criticou o morador.

José Vanderlei Leite, que também mora na área atingida pela enchente, comentou que os moradores só querem uma solução e, apesar de saberem que estão numa área irregular, não têm condições de sair do local. “Não temos para onde ir. Não queremos nada de graça, queremos que a Prefeitura encontre um lugar pra nós, e então, dentro das nossas condições, pagaremos aluguel, água e luz e o que mais for preciso”, afirmou.

Na quarta-feira à tarde, equipes da Defesa Civil do município estiveram no local para retirar as famílias desabrigadas e levá-las até o CAIC, onde receberam atendimento da Secretaria Municipal de Promoção Social, que levou cobertores, colchões e alimentos.

Apesar de as pessoas reclamarem que a Defesa Civil só compareceu bem depois que a água invadiu algumas casas, os guardas municipais afirmaram que em situações como esta, geralmente existe uma resistência por parte dos moradores em sair de suas residências.

Solução à vista
O diretor presidente da Cohabitar, Allan Hening, esteve conversando com os desabrigados no CAIC, na quinta-feira (22), pela manhã. Ele explicou que esteve em Brasília na semana passada, durante uma reunião do PAC- Plano de Aceleração do Crescimento e que o governo federal comprometeu-se em liberar uma verba de R$ 1 bilhão por ano para os municípios vitimados por enchentes.

“Araucária, por enfrentar este problema, vai receber esta verba, mas antes teremos que fazer um estudo para avaliar um local adequado para realocar as mais de duzentas famílias que vivem na invasão 21 de Outubro. Temos um prazo até o dia 30 de março para apresentar um projeto e buscar a liberação da verba”.

Allan disse ainda que a Prefeitura já tem três áreas em vista para construir as casas e fazer a realocação das famílias. “Em breve o problema destas pessoas será solucionado, basta que eles tenham um pouco de paciência”, disse.

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