Araucária não tem registro de dengue
: Em 2012, os agentes de combate inspecionaram 14.088 imóveis entre casas e pontos estratégicos

É verão! Período de calor, chuvas e também, se não cuidarmos, da proliferação do mosquito da dengue. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Paraná, desde 2010 o número de casos confirmados de dengue vem reduzindo gradativamente em todo o Paraná. Em 2012 foram confirmados 3.068 casos de dengue, o que representa 90% de redução em comparação com 2010, quando foram registrados 33.456 casos da doença. “Os dados legitimam nossa estratégia de trabalhar de forma integrada, com a participação do Governo do Estado, municípios, população e outros setores da sociedade em todas as etapas do enfrentamento da dengue”, afirmou o secretário da Saúde Michele Caputo Neto.

Em Araucária, as informações são positivas, como afirma o coordenador do setor de endemias, Antonio Pestana, em 2012 e no início desse ano nenhum caso de ação do mosquito Aedes aegypti foi registrado: “Estamos todos os dias saindo pelas ruas, nas casas, comércios, cemitérios, borracharias, ferros velhos e outros locais e, por conta d acúmulo de água, encontramos larvas, mas não são do mosquito da dengue, não tivemos nenhum registro. As pessoas ligam informando que há proliferação de mosquitos, mas só encontramos os pernilongos tradicionais, que o único problema que oferecem é o grande incômodo”.

Porém, as boas notícias não diminuem o estado de atenção: “Mas é importante ficar alerta, temos que visitar os espaços todos os dias já que as pessoas circulam e vão para cidade que o mosquito está agindo. Se uma pessoa que está com o vírus é picada pelo Aedes aegypti, ele incuba o vírus e passa para as demais”. Por isso, a melhor saída, como sempre, é prevenir: “A palavra de ordem para Araucária é manter tudo limpo. Tirar qualquer local que pode acumular água e contribuir para a criação das larvas. O ideal é que todas as pessoas tirem uns 15 minutinhos por semana para limpar seu quintal e eliminar qualquer criadouro”, aponta. E Pestana salienta, quem precisar de algum serviço relacionado ao mosquito, basta entrar em contato com o Setor de Endemias, no telefone: 0800-6433005.

Números no Paraná
A Sala de Situação da Dengue também divulgou o novo boletim com números da doença no Paraná. De agosto de 2012 até 07 de janeiro já foram confirmados 478 casos de dengue, sendo que um apresentou a forma grave da doença, mas já foi curado. Até o momento nenhuma morte foi registrada e os municípios com maior número de casos foram Peabiru (182), São Carlos do Ivaí (91) e Paranavaí (49).

Desde 2011, o Paraná passou a utilizar uma metodologia cronológica diferente para analisar os casos da dengue. O calendário leva em conta a curva epidemiológica da doença, que geralmente tem seu pico durante o verão. Com isso, os dados começam a ser analisados em agosto e são fechados em julho do ano seguinte.

De acordo com a Sala de Situação da Dengue, 97 municípios estão em situação de alerta, pois apresentam índices de infestação entre 1% e 4%, mas a população de Araucária pode ficar tranquila, a cidade não está na lista. Alguns municípios apresentaram índices menores que 1% mas têm ocorrência de casos de dengue, a exemplo de Peabiru, no noroeste do Estado, que já contabiliza 182 casos confirmados da doença.

Cidades em alerta
Dos 667 casos de dengue confirmados no Paraná até terça-feira, dia 15, 73% (488) foram registrados nos quatro municípios atualmente em situação de epidemia – Peabiru, São Carlos do Ivaí, Fênix e Japurá, além do município de Paranavaí, que já está em estado crítico para a doença mas ainda não em epidemia. Os números foram apresentados durante videoconferência com mais de 300 prefeitos e secretários de saúde de municípios infestados e levam em conta o período epidemiológico que vai de agosto de 2012 até esta terça.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, o Estado entra no período mais delicado em relação à dengue. “Com a introdução do tipo 4 do vírus da dengue no Paraná, o aumento gradativo dos casos e as condições climáticas favoráveis para a proliferação do mosquito, alertamos que a situação é muito preocupante e por isso merece total empenho dos gestores, sociedade civil e principalmente da população”, disse.

Com o registro da circulação dos quatro sorotipos do vírus, o Paraná tem um novo panorama de enfrentamento da dengue. Todas as pessoas devem ter conhecimento dos sintomas característicos da doença, como febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e vômito. Em caso de suspeita de dengue, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um serviço de saúde.

Toda a população está suscetível ao sorotipo 4 da doença, o que facilita a disseminação da dengue em municípios com altos índices de infestação. Além disso, aumenta o risco de ocorrência de casos graves, como a febre hemorrágica por dengue ou dengue com complicação. Os profissionais de saúde devem se manter atentos e preparados para identificar e tratar casos suspeitos.

Sintomas
A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas: dengue clássica, forma benigna, similar à gripe; dengue hemorrágica, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque associado à dengue, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento especializado.

a) Dengue clássica
Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início repentino, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira. Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.

Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia. O exantema pode estar presente ou não.

b) Dengue hemorrágica
As manifestações iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas da forma clássica. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.

c) Síndrome do choque associado à dengue
O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia), sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural. As manifestações neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.
Fonte: http://drauziovarella.com.br

Araucária não tem registro de dengue