Criação de parques emperrada

Uma reunião realizada no final da tarde desta quinta-feira, 8 de agosto, no gabinete do presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, discutiu a aplicação de recursos financeiros depositados por empresas instaladas em Araucária em contas vinculadas a aquele órgão. O encontro ocorreu por uma solicitação da deputada federal Rosane Ferreira (PV) e contou ainda com as presenças do presidente da Associação Comercial de Araucária, Carlos do Valle, do diretor geral da Secretaria de Meio Ambiente, Elias Kasecker Jr, da secretária de Planejamento, Aline Vieira Mattar e de assessores da deputada.

Para se ter uma ideia do montante em jogo, só a Repar e a Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEGA), repassaram ao IAP cerca R$ 56 milhões. Da UEGA são cerca de R$ 2,8 milhões, que devem ser destinados à criação de uma unidade de proteção permanente (já tem até nome: Luiz Wachowicz), instituída por decreto. Para sacramentar a instalação “só” falta indenizar o proprietário da área. Na reunião, o presidente do IAP disse que o processo aguarda a Procuradoria Geral do Estado (PGE) indicar a forma de avaliação da área para que o dinheiro seja repassado aos proprietários do imóvel.

O grosso da grana, porém, foi depositado pela Repar como medida de compensação por conta do impacto causado pelas obras de modernização da refinaria. São cerca de R$ 52 milhões. O problema é que IAP pretendia usar esses recursos em vários projetos espalhados por todo o Paraná, deixando apenas uma pequena parcela dessa grana para aplicar em Araucária, que foi a cidade que recebeu todo o impacto das obras de modernização. Sobre o assunto, Mossato Pinto, disse que é da opinião que os valores oriundos de multas pagas por empresas de Araucária devem ser investidos no próprio município. Justamente o desejo dos representantes da cidade.