Volta e meia algum zezista apaixonado me pergunta as razões do nosso prefeito figurar tanto em meus humildes artigos. Pergunta boba, pois vejam: colunistas políticos de grandes jornais do Brasil dedicam seus textos aos políticos da esfera nacional. Do mesmo modo, articulistas de grandes periódicos do Paraná discorrem sobre as autoridades estaduais. Logo, quem escreve em grandes jornais dos municípios precisam se concentrar nos políticos locais. É simples.

Se Diogo Mainardi e Roberto Pompeu de Toledo, ambos da Revista Veja, e dezenas de outros jornalistas de vários veículos de comunicação país afora, criticam (ou criticavam) o governo Lula, eu crítico a gestão de Zezé. Se os colunistas, por exemplo, da Gazeta do Povo desciam o sarrafo nos deputados estaduais e na administração de Roberto Requião, para mim sobrou os vereadores e, de novo Albanor. É assim que funciona: cada um no seu quadrado. De nada adiantaria eu ficar apontando o dedo para as besteiras feitas por Lula ou Requião ou pelo Congresso e pela Assembleia. Há gente demais falando deles. Já das asneiras feitas pelo prefeito e pelos vereadores da nossa querida Araucária poucas pessoas falam.

Particularmente, confesso, queria não ter que falar do chefe do Executivo municipal ou dos nossos edis. O modo como eles fazem política me cansa, me irrita e me entristece enquanto cidadão araucariense. Seria muito mais feliz se me dedicasse a falar de coisas boas. Mas não posso, pelo menos não por enquanto.

Os mesmos zezistas, clodoaldistas, betãozistas, ruizistas, gazetistas, cocistas, nogueiristas, cantadorzistas, cabrinistas e sabe-se lá quais outros “istas” que existem nesta cidade, também me criticam dizendo que eu só falo o que nossos políticos fazem de mal e não dispenso uma única linha para falar das coisas boas que eles fazem ou apóiam. Ora, é claro que nos meus dois mil caracteres semanais sempre dedicarei mais espaço para os malfeitos dos nossos políticos. E o motivo é simples: as coisas boas os próprios políticos e seus apaniguados tratam de espalhar pela cidade. Já para contar as sacanagens, ninguém abre o bico. Um zezista, por exemplo, não sai por aí espalhando que a cidade está cheia de buracos e que o mato avança mais rápido do que as roçadas da Prefeitura. Os clodoaldistas, betãozistas ou ruizistas não gritam pelos quatro cantos de Araucária que o trio votou a favor da criação de mais CCs na Câmara, e assim por diante. Alguém, (in) felizmente, tem que ser o arauto dessas más notícias para o cidadão de bem deste município.

E para você, amigo leitor, quem matou o Saulo em Passione? Calma, calma… eu estava só brincando! Uma boa semana a todos e, se tiver um tempinho, comente este texto!

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