Zezé fez o que eu faria caso fosse o prefeito e recebesse aquele projeto de lei, aprovado pela Câmara, proibindo o assédio moral nas repartições públicas: vetaria integralmente! Eu mesmo, em outro artigo, já havia manifestado minha posição contrária à proposição. Ora, a lei, de autoria da vereadora Adriana Cocci (PTN), era tão útil quanto água em pó.

Como disse anteriormente, a vereadora perdeu seu tempo em propor tal lei. Imagino até que ela estava imbuída de boas intenções quando propôs o bendito projeto. O erro de Adriana, no entanto, é o mesmo de outros edis: achar que leis simplesmente resolvem as coisas. Isto é um ledo engano.

Em nossa cidade, mais do que papéis dizendo o que se pode ou não fazer, nós precisávamos era de um pouco de vergonha na cara e atitude. Principalmente, desses sujeitos detentores de funções públicas. Eles tinham que se tocar que foram eleitos para defender nossos interesses enquanto cidadãos e não os deles e de seus grupelhos. Precisavam era ter coragem de falar e fazer o que realmente precisa ser dito e feito, fosse pro prefeito, fosse pro secretário, fosse pro colega de parlamento ou mesmo para o cidadão comum, que vem pedir um desses favorzinhos nojentos.

Entretanto, para vermos isto acontecer, seria necessário que a grande maioria daqueles que ocupam cargos públicos em nossa cidade, estado ou país, fossem Homens de verdade. E isto, a gente sabe, nem todos são.

Mas, voltando ao assédio moral, espero que a vereadora não desista de combatê-lo só porque o prefeito vetou sua lei. Se ela quiser mesmo entrar nessa briga, não será difícil encontrar vítimas de perseguições em nossas repartições. Entretanto, Adriana terá que procurá-las, pois a grande maioria daqueles que sofrem esse tipo de violência não vê nela alguém confiável para pedir ajuda por conta de seu envolvimento com a atual administração.

E, você, o que pensa sobre o assunto? Dê sua opinião e até uma próxima.

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