Equipe do NIS III se desdobra para conseguir internamentos para os pacientes mais graves

Não são raras as reclamações da população sobre o atendimento no NIS III. As principais queixas são de pessoas que afirmam ficar horas aguardando na fila, outras que alegam não haver médicos suficientes para atendê-los ou ainda daquelas que ficaram horas aguardando um encaminhamento para os hospitais. No entanto, a coordenação do Pronto Atendimento explica que há muitas pessoas que desconhecem o funcionamento do local e na maioria das vezes acabam saindo insatisfeitas com o atendimento.

Segundo a coordenadora administrativa do NIS, Jucelma Martinato, o posto recebe uma demanda de 500 atendimentos por dia, os quais passam por, no mínimo, quatro procedimentos cada. Alguns são medicados no próprio local e outros, em situações mais graves, precisam ser encaminhados para os hospitais da região.

“O problema é que este encaminhamento é feito através da Central de Leitos, que atende Curitiba e toda a região metropolitana, e esta nem sempre encontra leitos disponíveis para nossos pacientes. Além disso, a central leva em conta o tipo de problema para saber qual hospital que mais convém, medida que atrasa ainda mais a transferência do paciente”, explica.

Da mesma forma, a coordenadora técnica do NIS, Eliana Macedo de Oliveira, comenta que as pessoas reclamam que existe má vontade dos funcionários em transferí-los para os hospitais, mas eles não sabem que a unidade precisa seguir alguns procedimentos. “Além de contatar a central de leitos, ligamos diretamente para os hospitais da região para ver se existem vagas, mas nem sempre somos atendidos. Fizemos tudo o que está ao nosso alcance.

Para piorar a situação, nosso único hospital (o São Vicente), nem sempre tem estrutura para atender nossos pacientes e nós somos obrigados a atendê-los aqui. Mas é preciso que as pessoas saibam que eles não estão aqui abandonados, pois ficam em acompanhamento constante, recebendo medicação e outros procedimentos necessários”, observa Eliana.

Afogadilho
Para se ter uma idéia do problema enfrentado pelo NIS, na quarta-feira pela manhã, dia 7, durante a troca de plantão dos médicos e funcionários, conforme relatou Jucelma, 12 pessoas aguardavam para serem encaminhadas aos hospitais. Na quarta-feira à tarde, quando a reportagem do O Popular esteve no local, 7 pacientes já haviam sido encaminhados, mas os outros 5, que haviam dado entrada no dia anterior, ainda aguardavam a vez. “O pior é que a estes cinco somaram-se outros 9, que deram entrada na quarta-feira, até às 16 horas”, comentou.

A coordenadora explicou ainda que além de todos estes trâmites, os casos que chegam até o NIS ainda devem respeitar a chamada lista de prioridades. “Os pacientes vítimas de traumas, por exemplo, só são recebidos pelos hospitais como emergência, no prazo de 48 horas”, salienta Jucelma.

Estrutura
Apesar de todas as dificuldades que enfrenta no dia a dia, o NIS consegue prestar um atendimento de qualidade aos pacientes porque possui uma estrutura semelhante a um hospital. Possui 6 leitos masculinos, 6 femininos e mais a pediatria, uma mini UTI e alguns equipamentos de ponta. “Muitas vezes é melhor segurar o paciente aqui do que transferi-lo para um hospital sem recursos”, observa Eliana.

Ela complementa que em alguns casos o paciente, devido à demora no encaminhamento, acaba sendo atendido somente pelo NIS e melhorando seu estado de saúde. “Aqui nós só não temos um centro cirúrgico e um serviço de hotelaria”, pontuou Eliana.

Resultado positivo
Uma prova de que nem sempre os pacientes atendidos pelo NIS III são encaminhados aos hospitais através da Central de Leitos ocorreu na terça-feira, dia 6, com o motoqueiro Marcelo Cordeiro, da Virtual Millenyum. Ele sofreu um acidente de trânsito e foi encaminhado ao NIS com uma fratura no ombro direito.
De acordo com a coordenadora Jucelma, Marcelo foi medicado e imobilizado pelo médico ortopedista, mas seu caso era cirúrgico e ele precisou ser encaminhado para um hospital. “Acionamos a central de leitos e não foi encontrada nenhuma vaga para o paciente. Mas como falamos anteriormente, tentamos por nossa própria conta e conseguimos encontrar uma vaga num hospital de Campo Largo, que tem convênio com o DPVAT. Por isso a demora. O Marcelo deu entrada aqui na terça-feira, por volta das 11 h, e só foi encaminhado no dia seguinte, por volta das 9 horas”, disse Jucelma.

As coordenadoras lembraram que só mesmo com a construção do novo hospital municipal, a tendência é de que o problema dos internamentos amenize, pois o hospital terá um pronto socorro para atender casos de traumas, baleados, esfaqueados e outros mais graves, enquanto o NIS continuará sendo a porta de entrada somente para os internamentos clínicos”.

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