Eles estão pedindo providências para que a Prefeitura execute a obra e os transtornos acabem

O empresário Acyr de Almeida Torres realizou um protesto silencioso na semana que passou, com o intuito de sensibilizar as autoridades a respeito de um problema que vem ocorrendo no Jardim das Araucárias. Proprietário de um terreno localizado no término da Avenida Beira Rio, esquina das ruas Paulo Alves Pinto e João Leopoldo Jacomel, ele colocou uma faixa no terreno, em solidariedade aos demais proprietários da área, afirmando que a tolerância para a espera da obra está no limite.

“Eles não têm acesso às ruas principais e quando precisam sair tem que fazer um retorno até sair pela Beira Rio. Se a PMA abrisse este pequeno trecho da rua, menos de 300 metros, facilitaria a vida deles. A continuação da avenida está no projeto, mas fisicamente não existe”, disse o empresário.

Acyr de Almeida Torres também se dispôs a ceder uma pequena área do seu terreno para a abertura da via, mas a questão é mais complicada. “Eles alegam que é área de preservação ambiental e que não podem abrir sem autorização do IAP. Mas não entendo esse argumento, pois do outro lado do rio existem casas e dia desses limpei meu terreno e não encontrei nenhuma nascente, apenas um cano da Sanepar, que por sinal passou pelo meu terreno sem minha autorização”, comenta.

Dificuldades
Luciana Duarte, auxiliar administrativo, que mora no final da Rua João Leopoldo Jacomel há cerca de sete anos, confirma as informações do empresário e alega que a falta de acesso pela Avenida Beira Rio é um problema antigo.

“Quando precisamos sair a pé ainda não temos tanto problema, pois usamos a ponte que dá acesso a Rua Maria de Lourdes Grabowski Kampa, mas quando saímos de carro, temos que dar uma volta imensa para seguir em direção ao centro”, afirma. Luciana disse ainda que a PMA não executa a obra com o argumento de que as casas estão numa área de preservação ambiental.

O vizinho de Luciana, o operador de máquinas Alexandre Francisco de Oliveira, acrescentou que os moradores já foram até a Prefeitura pedir providências, no entanto, o problema não foi solucionado. “Eles dizem que para abrir a continuação da rua terão que cortar algumas árvores e por isso não conseguem a liberação do IAP”.

Situação complicada
O secretário municipal de Obras Públicas, Conrado Faria de Albuquerque, explicou que o problema da continuação da Avenida Beira Rio é complexo e exige um estudo detalhado. Ele comentou que na próxima semana a SMOP dará início a um trabalho de pesquisa em torno desta área.

“Primeiramente vamos verificar junto à Procuradoria do município a validade de um projeto já existente sobre esta via. Posteriormente será feita uma avaliação pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente para constatar se esta é uma área de preservação ambiental e, se for o caso, o próprio Meio Ambiente solicitará a interferência do IAP. Só depois deste laudo é que poderemos dar um parecer e, se for necessário, fazer um novo projeto e executar a obra”, argumentou Conrado.

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