Confesso que ultimamente tenho perdido mais tempo do que gostaria tentando entender o que se passa na cabeça do prefeito Zezé. O modo como ele tem conduzido seu governo é intrigante, vez que ele não consegue agradar nem funcionários, nem população, nem sindicatos, nem vereadores e nem mesmo alguns de seus assessores. Vivemos um momento onde todos os setores da nossa cidade parecem descontentes.

A última das coisas aparentemente sem sentido que o prefeito mandou fazer foi cortar o transporte escolar dos professores que lecionam na área rural da cidade. Ora, tal medida é de uma maldade, de um sadismo poucas vezes visto por estas bandas. Afinal, a mantenedora não está cortando uma benesse dos professores e sim amputando uma necessidade dos alunos da área rural, que não terão seus mestres em sala de aula na hora certa. E isto acontecerá não porque os professores são carcamanos e querem tudo de mão beijada e sim porque é logisticamente impossível ou extremamente penoso mandar um docente percorrer vinte, trinta quilômetros diariamente para dar sua aula numa escola do Tietê, por exemplo. E isto considerando que o funcionário tenha carro, e esteja disposto a utilizar boa parte de seu soldo mensal com combustível (a Prefeitura não fornece auxílio combustível), porque se depender de transporte coletivo teria que acordar por volta das 3 ou 4 da manhã para poder estar em sala de aula às 7h30.

E pior do que o desatino de boicotar o transporte dos professores da área rural é a justificativa para tal: redução de custos, ou como eles devem ter lido na internet: racionalização de despesas. Pura balela. Se existe uma coisa que a nossa Prefeitura não está fazendo é economizar. Basta vermos as muitas extravagâncias feitas com dinheiro público nesta cidade. O prefeito desperdiça milhões de reais com um programa inútil como o “Um Computador por Aluno”, loca centenas de imóveis a preços – no mínimo – questionáveis, enquanto deveria investir em sedes próprias. Sem contar os mais de trezentos cargos em comissão que sugam o nosso dinheiro para muitas vezes exercer atividades burocráticas que qualquer estagiário de quatrocentão faria. Isto para não falarmos dos mais de cem mil reais que o Município gastou somente para enfeitar a cidade para o Natal do ano passado, dinheiro mais do suficiente para pagar o transporte desses professores por todo o ano. E fiquemos só com esses exemplos para não dizerem que eu estou pegando no pé do mito.

E vocês amigos leitores, o que acham que passa pela cabeça de Zezé. E não vale ofender. Deixem seu comentário! Boa semana e até a próxima!

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