Preocupante o fato ocorrido em uma escola da rede municipal de Araucária na semana passada. Algumas amigas, com idade entre dez e onze anos tramaram, vejam só, a morte de uma coleguinha de sala, também com dez anos. A sorte foi que a mãe da vítima descobriu e conseguiu evitar que o plano fosse levado adiante. Ao que se sabe, elas pretendiam intoxicar a vítima com um pano embebido de acetona até ela sufocar. Se o método escolhido daria certo, graças a Deus não descobriremos.

O que assusta neste caso, mais até do que o próprio intento, é a idade daqueles que o planejaram. Criminalmente, segundo nossa legislação, as autoras são inimputáveis. Ou seja: não podem ser culpadas, sequer acusadas, de nada, já que tem menos do que doze anos. Logo, resta à família, com o apoio dos órgãos competentes, monitorar essas crianças, oportunizando-lhes acompanhamento psicológico.

Deve facilitar o trabalho o fato de as meninas, segundo a direção da escola, não serem, digamos assim, problemáticas. Tanto é que tinham bom comportamento e desempenho escolar considerado bom. Logo, a torcida é para que tudo não tenha passado de uma brincadeira estúpida. Isso, porém, só o futuro nos dirá. De imediato, a lição que podemos tirar deste caso é que tanto a família como a escola precisa acompanhar e intensificar o olhar sob nossas crianças, impondo-lhes limites e, acima de tudo, ensinando-lhes valores de vida. Pensemos nisso e boa leitura.
 

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