Radialista comemora suas bodas de prata na profissão
No estúdio da rádio, Eduardo se sente em casa, foi alí que começou a dar os primeiros pitacos ao vivo

Com os tempos difíceis, de disputa constante, não é qualquer um que consegue comemorar 25 anos de carreira; e de carreira firme, consolidada. Eduardo José Kampa é um desses afortunados, no dia 02 de fevereiro deste ano comemorou as bodas de prata de sua carreira como radialista. Apresentador dos programas ‘Café com notícias’ e ‘Boca no Trombone’, na Rádio Iguassu, Eduardo abriu um pouco de sua história para nós, revelando como traçou sua caminhada dentro do rádio.

“Eu nasci no interior de Araucária e até os 23, 24 anos estava na agricultura e também estudava. Desde criança já era muito ligado ao rádio”, relembra Eduardo, afirmando que usava o veículo como forma de saber das notícias de longe, enquanto almoçava com a família, como companhia para o pessoal e seus afazeres: o rádio era a trilha sonora de sua vida. “E desde criança foi nesse ambiente que a gente se acostumou. Queria saber como funcionava essa influência que envolve todo mundo, que é a comunicação”, relembra. E foi assim, com a curiosidade como maior motivadora, que começou a traçar sua trajetória.

Ainda jovem Eduardo começou a participar, com textos escritos por ele, do suplemento infantil do jornal Gazeta do Povo.”Mandava uma carta, levava tempo para chegar até eles e não tinha uma outra forma de comunicação. Aí que iam avaliar, ficava na expectativa, comprava o jornal de domingo e olhava para ver se estava lá o artigo”, relembra. Porém, apesar de gostar da comunicação em manifestação escrita, Eduardo gostava mesmo era da falada, mantendo o sonho de conhecer uma rádio.

Quando adolescente, ouvindo a Rádio Cultura, ficou sabendo de um espaço para quem tinha interesse em seguir carreira de radialista. “Eu nem conhecia direito Curitiba. Pediram para gente escrever e depois anunciaram os convocados pela rádio. Aí me deu um frio na barriga, tinha medo de chegar até a portaria, envergonhado, matuto”, relembra rindo. Mas Kampa acredita que quando se quer algo, o negócio é ir atrás, e lá foi ele falar pela primeira vez no rádio, ao vivo: “Eu até gravei o programa, depois fui ouvir e até joguei fora de tão feio que era”, e ri.

Depois da experiência voltou para a rotina interiorana, mas como menciona, sempre com um sonho, pensando que todas as dificuldades eram momentâneas. Foi quando, em 86, ouviu que a Rádio Iguassu estava contratando uma moça e um rapaz para trabalhar em um jornal impresso. “Cheguei lá de manhã e tinha gente pra caramba, a rádio tinha muita força. (…) Todos foram entrevistados e nesse universo eu fui escolhido. Fiquei para fazer jornal impresso, já tinha habilidade para escrever, mas já comecei a me intrometer na rádio, em um anúncio, uma programação cultural… isso por conta mesmo”, relembra.

E tanto buscou que no dia 02 de fevereiro de 1988, Eduardo foi contratado para a rádio e passou a assumir um programa musical bem quando começou o auge das duplas sertanejas no Brasil. Mas Kampa achava que a rádio tinha mais força com a informação e logo começou com algumas intromissões no programa ‘Boca no Trombone’. “Aí quando vi já tava passando informações, fazendo comentários”, lembra. E o radialista foi resistindo ao tempo, passando pelas mudanças e foi se fixando como âncora do programa. Na caminhada viveu várias aventuras, mas sempre com comprometimento com a informação, pôde somar aniversários de carreira.

A força do rádio
“O rádio sempre teve esse papel de mobilização, para ser comunicador tem que ser bom ouvinte, ler muito. É responsabilidade o que a gente escolhe falar”. Eduardo acredita que os meios de comunicação se somam, mas que o rádio tem uma força muito grande, que resistiu as mudanças tecnológicas: “Não é o único meio, mas é um dos meios que contribui de maneira grandiosa. São fontes, um acaba contribuindo com o outro. Cada veículo atinge de uma forma, eu usei outdoor para falar do aniversário de carreira, não é questão de vaidade, é que eu sei que nem sempre todos ouvem rádio, aí vê o outdoor”, explica, contando o que motivou a espalhar as publicações pela cidade. E acreditando na força do rádio e resistindo as dificuldades da caminhada, Eduardo permanece firme e forte para mais anos e anos de profissão, na busca por notícias e qualidade de informação.