Eles dizem que a obra vai dificultar a entrada em seus estabelecimentos e que vão perder clientes

Se por um lado a revitalização e urbanização da Avenida das Araucárias está trazendo melhorias para motoristas e pedestres que circulam pela via, por outro, a obra trouxe uma preocupação para os comerciantes da região. Eles não estão satisfeitos com alguns detalhes do projeto, como os retornos, que estão dificultando o acesso dos clientes aos seus estabelecimentos.

A proprietária de um posto de gasolina localizado na avenida reclama que está perdendo clientes devido à distância dos retornos. “Eles preferem seguir em frente do que ter voltar quase um quilômetro para abastecer aqui, pois o retorno mais próximo para quem vem de Araucária é no Terminal da Vila Angélica. Ém um absurdo, pois se tenho um cliente do outro lado da rua, ele será obrigado a rodar bastante para poder entrar no posto. Acho que a Prefeitura deveria ter mais consideração com quem gera empregos. Estamos há 14 anos no município e temos 14 funcionários aqui no posto e mais 15 na outra empresa, que fica próximo à Imcopa”, critica.

A comerciante relatou ainda que tentou por diversas vezes conversar com alguém da Prefeitura, mas não obteve resposta. “Diante desse descaso, apelamos pelos caminhos da Justiça, tentando embargar a obra, mas também não conseguimos. Pelo que entendemos, a Prefeitura vai dar prosseguimento à obra e nós teremos que pagar por um projeto mal feito. Eles não pensaram nos pequenos detalhes”, pontuou.

Opinião semelhante partiu da proprietária de um restaurante que também fica na Avenida daas Araucárias. Ela comenta que a falta de acesso ao seu restaurante está prejudicando o movimento. “Para quem vem de Araucária não será problema, mas quem vem de Curitiba e quer parar aqui, acaba desistindo pela dificuldade de acesso”, reclama.

Falhas no projeto
Sobre o problema, o secretário municipal de Obras Públicas, Conrado Faria de Albuquerque, explicou que a obra foi executada com base num projeto elaborado em 2005, e alguns detalhes não foram contemplados. “Não temos como fazer um retorno em frente ao posto, pois o canteiro central não tem metragem suficiente. Deveria ter no mínimo 3 metros mas tem cerca de 1,5 metros. Isso deveria ter sido pensado na hora da execução do projeto, talvez um deslocamento da pista da direita, para poder alargar o canteiro. Poderíamos até ter feito alguns ajustes, mas isso implicaria em mais gastos, que teriam que sair dos cofres públicos”, comentou Conrado.

O secretário acrescentou que é praticamente inviável um retorno no local, pois o mesmo poderia provocar congestionamentos e acidentes. “Imagine um caminhão ou um ônibus aguardando na faixa de espera para poder entrar no posto. Além de atrapalhar a visibilidade dos demais veículos, pois não conseguem fazer a conversão com a mesma facilidade dos veículos menores, poderia causar um acidente”.

Conrado comentou também que existem maneiras para os comerciantes reinvindicarem seus direitos. “Eles podem solicitar ao prefeito que sejam feitas mudanças na execução da obra e, se for autorizado, eu mesmo faço um novo projeto”, concluiu.

Sem culpa
O vice-prefeito Clodoaldo Nepomuceno Pinto Junior, que na época da execução do projeto era o secretário de Obras Públicas, defendeu-se, alegando que a Prefeitura deve assumir a responsabilidade do problema.
“Se eu fosse o secretário de Obras hoje, procuraria resolver o problema e não culpar os outros. Eles analisaram o projeto antes da execução da obra e poderiam ter feito as alterações necessárias”, argumentou.

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