Taxista dá a sua versão para confusão

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O taxista ferido no braço por um proprietário de empresa de transporte escolar do Município no final da noite do dia 10 deste mês veio até à redação d’ O Popular esta semana parar dar a sua versão para a confusão.

Segundo ele, a confusão começou quando retornava de uma corrida feita para Curitiba: “pouco antes de chegar a Araucária, eu estava numa rotatória e diminuí a velocidade para entrar na BR-476. Não sei por que, assim que peguei a BR o motorista do Vectra ficou dando sinal de luz, me alcançou, baixou o vidro do carro dele e começou a me xingar de tudo quanto é nome. Foi então que eu fechei o vidro do táxi e acelerei em direção ao Centro de Araucária. Pensei que o cara nem estava mais atrás de mim, mas tive uma surpresa quando passei por cima do viaduto de entrada da cidade, peguei a Victor do Amaral e manobrei para entrar na Travessa Tupinambá”.

O taxista continuou seu relato dizendo que assim que diminuiu a velocidade para entrar na Tupinambá foi surpreendido pelo motorista do Vectra, que o fechou e desceu do carro, colocando a mão nas costas, como se fosse pegar uma arma. “Assim que o cara desceu do carro e veio em minha direção, avisei pelo rádio que o cara tinha me fechado e estava vindo em minha direção armado”, conta. Ainda de acordo com ele, quando o agressor se aproximou e começou a dar porrada no capô do táxi, ele o reconheceu: “como eu conhecia o cara, baixei o vidro do carro e o chamei pelo nome. Mas, ele sacou uma faca e me golpeou. Graças a Deus, consegui desviar e a faca pegou somente no meu braço esquerdo”, relata.

Ainda de acordo com o taxista, após ter desferido o golpe contra ele, o motorista do Vectra voltou para o carro e saiu em direção ao Colégio do Seminário. “Ali, ele pegou a rua Papa João Paulo XXIII e eu fui atrás dele, já que ele tinha estragado o táxi no qual eu trabalho. Não sei o que passou na cabeça do cara, mas teve uma hora que ele parou o carro no meio da rua Papa Paulo e começou a dar à ré, acertando a frente do meu táxi para depois fugir novamente”, explica.

O taxista conta ainda que neste momento um outro taxista chegou ao local e ambos foram atrás do motorista do Vectra. “Tínhamos chamado a Polícia e não queríamos que o cara fugisse. Quando chegamos de frente à casa dele, outros companheiros taxistas também chegaram lá. Foi quando apareceu um policial civil, que pediu para que deixássemos o local e mandou o motorista do Vectra entrar em casa”, acrescenta.

Boletim de Ocorrência

A vítima contou também à nossa reportagem que em nenhum momento qualquer taxista fez menção em agredir o motorista do Vectra. “Tanto é que obedecemos a ordem do policial. Eu fui no IML, fiz o exame de corpo delito, registrei o Boletim de Ocorrências na Delegacia e agora quem vai julgar a situação é a Justiça”, constata. A primeira audiência do caso, inclusive, já teria sido até marcada. “Vai ser no dia 20 de abril, às 14h40, no Fórum de Araucária”, conta.

Classe unida

Ainda sobre o caso envolvendo o taxista, o delegado Rubens Recalcatti, disse que a situação está sendo verificada com muita atenção pela Polícia Civil. “Os taxistas são uma classe muito unida e importante para a nossa cidade, prestando um serviço de extrema importância para a população, além de serem parceiros da Polícia Civil. Estamos dando toda a atenção necessária para este caso”, finalizou.