Foram várias as mensagens de celular que troquei com um vereador de nossa cidade na sexta-feira, dia 18. A primeira quem mandou foi ele. Passava um pouco das nove da manhã e o texto foi direto. Disse ele que qualquer observador com inteligência mediana perceberia que o meu discurso do politicamente correto, da imparcialidade… não passava só de discurso”.

Sinceramente, não entendi. Primeiro, porque eu não faço discurso “politicamente correto”. Eu simplesmente procuro ser correto. Simples, assim. Segundo porque nunca em minha vida acreditei na existência da imparcialidade. Por isso, não a prego. Tudo o que fazemos, está carregado de experiências, pontos de vista, impressões e coisas do gênero. Jornalista que se diz imparcial, mente. Nossa busca tem que ser sempre pela verdade. E a verdade nunca será imparcial. Pelo menos não para todos os lados.

Diante do pé no peito que levei, questionei o edil se suas considerações eram frutos apenas de um dia ruim ou se havia algo mais palpável para iniciarmos um debate. Ou, se aquilo seria apenas descontentamento pelo fato de não termos dado destaque para a atuação de políticos profissionais numa manifestação pedindo transporte escolar, que havia acontecido um dia antes.

Levei outro pé no peito! Mas, pelo menos obtive a resposta que buscava: o descontentamento era mesmo por não termos dado destaque à atuação dos politiqueiros na manifestação, que segundo meu crítico daquela manhã de sexta-feira, teria sido apoiada por ele, que inclusive custeou transporte, mobilizou a população e coisas do gênero.

O torpedo do vereador fez com que eu levantasse a seguinte dicotomia: 1) a manifestação era mesmo fruto da insatisfação da comunidade com o corte no transporte escolar e o vereador somente apoiou os moradores? Ou, 2) a comunidade não está insatisfeita com o corte do transporte e foi usada pelo vereador para atacar politicamente a atual administração? Pensei alguns minutos sobre isso e alcancei a opção correta: a primeira alternativa. Logo, não havia erro na matéria divulgada pelo O Popular na sexta. O equivocado é o edil, que queria ser estrela de um protesto cujos protagonistas eram o povo.

Com essa certeza, respondi a mensagem. Lembrei-o que, com certeza, o apoio que ele havia dado à manifestação não fora com interesses midiáticos e sim visando o bem da coletividade. Mas, humano que sou, expliquei que a população saberia reconhecer o seu empenho e que os votos viriam numa próxima eleição. Eu mesmo faria questão de dizer a todos que me perguntassem quem foi o grande apoiador daquele protesto. Ele respondeu algum tempo depois com um “Obrigado. Um abraço!”.

Mais tarde, ele voltou a me enviar um outro torpedo. Mas, o assunto era outro. Então conto pra vocês numa outra oportunidade, vez que já estourei meu dois mil caracteres semanais.

E, vocês, amigos leitores, o que pensam sobre essa mania que os vereadores tem que querer aparecer em todo quanto é evento, desde batizado até velório? Deixem seus comentários. Até semana que vem!

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