A situação da segurança pública em Araucária passa por um momento delicado em vários aspectos. Desde o início do ano, por exemplo, temos acompanhado a briga do Poder Judiciário local, em especial a Vara Criminal, para que a cidade passe a ter um local adequado e razoavelmente grande para abrigar nossos presos. Isso porque a situação da cadeia local alcançou um estado de precariedade que beira o absurdo.

Por outra banda, também vimos os casos de desaparecimento pipocarem. Felizmente a maioria deles foi solucionada, porém ainda resta o caso da jovem Daniele a desafiar as autoridades. Do mesmo modo, presenciamos uma escalada há muitos anos não vista dos sinistros de assaltos a comércios e residências. A maioria deles, diga-se de passagem, cometida por pessoas de outros municípios. Alarmante também foi a constatação de que esses criminosos estão cada vez mais violentos e ousados, o que prova que eles são despreparados. Ao contrário, porém, do que isso possa parecer, tal fato só aumenta o risco deles matarem um inocente numa de suas ações, como se viu no caso do assalto a uma empresa de implementos agrícolas nos últimos dias.

Agora, o que preocupa é o número de homicídios que teve Araucária como cenário. Só neste final de semana, por exemplo, foram três. Todos – muito provavelmente – oriundos de uma mesma situação e, assim como a imensamente maioria deles, motivados pelas drogas, em especial a pedra da morte, o crack.

Todas essas situações exigem dos órgãos de segurança respostas cada vez mais rápidas e eficientes e, pelo que estamos vendo, isso vem acontecendo. Porém, tudo o que for feito nesse sentido será sempre uma reação aos eventos criminais. Não que isso não seja bom, mas talvez já tenha passado da hora de começarmos a pensar em políticas públicas capazes de evitar essas ocorrências. Do contrário, estaremos sempre um passo atrás da bandidada.

Pensemos nisso e boa leitura.
 

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