O Ministério Público emitiu uma recomendação ao Poder Executivo no último dia 13 de março. Ela é resultado de um inquérito civil instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça de Araucária, o qual concluiu que os três diretores da Companhia de Habitação de Araucária (Cohab) não atendem aos critérios da legislação federal que versa sobre as empresas públicas para ocupar tais cargos. Em razão disso, o MP recomendou ao chefe do Executivo municipal que promova a exoneração desses profissionais.

Extinção

O mesmo documento também recomenda que a Prefeitura suspenda eventual proposta de extinção da Cohab, isto se ela não estiver embasada em estudos de impacto, planejamento administrativo, financeiro e orçamentário.

Conversas

Ao que se sabe a Prefeitura ainda não respondeu ao Ministério Público se irá aceitar ou não a recomendação feita. Sabe-se, no entanto, que já há algum tempo existe uma inclinação política da administração municipal para extinguir a Cohab nos mesmos moldes daquilo que foi feito com a perdulária Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) anos atrás.

Sem efetividade

Essa vontade de extinguir a companhia de habitação decorre – pelo que apurou esta Coluna – do fato de já há alguns anos ela não conseguir ser efetiva em sua atividade-fim. São pelo menos duas décadas sem que a Cohab Araucária tenha entregue uma casa que seja para a população araucariense. Aliás, nem a própria Cohab tem uma casa própria, estando em imóveis locados desde a sua implantação.

Edição n.º 1507.