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Pensei em tanta coisa sobre o que escrever. Pensei em falar da administração do novo prefeito, sobre a guarda talvez ter batido mais uma vez nos meninos do rap, sobre o preconceito contra os “baianos”, sobre as opiniões que sempre chegam a conclusão que “temos coisa mais importante pra resolver agora”, sobre os “cidadãos de bem” que abandonam animais nas ruas, sobre a nossa necessidade de inferiorizarmos os outros para nos sentirmos melhores, sobre nossa imensa hipocrisia, sobre nossos discursos de honestidade que só duram até conseguirmos um favorzinho ali com o vereador ou com o CC que tanto condenamos, sobre os secretários que só repetem o mantra “nós, sob o comando do prefeito Hissam”, sobre o funcionário que esqueceu para que fez concurso público, sobre os funcionários que mesmo aguentando poucas e boas, tanto das administrações quanto do “cidadão de bem”, seguem firmes e fortes na tentativa de oferecer um serviço público de qualidade, sobre administrar uma cidade ser mais que só administrar dinheiro, sobre gerir para a cidade e não para tentar fazer moral com o prefeito, sobre o machismo que leva o policial que atende uma ocorrência de violência contra a mulher, a dizer que não adianta fazer nada porque ela vai voltar com o “cara” na próxima semana, sobre o “cara” que acha que porque a “mina” saiu de shortinho está querendo dar pra ele, sobre aqueles que acham normal “mexer” com as pessoas nas ruas, sobre o que acha que só porque o “cara” é gay está querendo dar para ele, sobre os que acham que os gays não têm critério e não fazem escolhas, sobre terem desejado que eu fosse morta e estuprada só porque fiz um textão no Facebook, sobre o fato de a internet libertar um satanás de dentro do “cidadão de bem” e ele ter a coragem de expressar o que antes ficava guardadinho atrás do intestino, sobre violência obstetrícia, sobre porque é que o os meninos não podem fumar maconha, mas o senhor pode encher a cara de cerveja e tentar matar seu amigo no bar, sobre as pessoas que apoiaram a campanha do ex-prefeito e agora juram que sempre fizeram campanha pro Hissam, sobre as pessoas que vivem de puxar saco ao invés de buscar uma real qualificação profissional, sobre o quanto gastamos tempo nos preocupando com a vida dos outros, sobre porque é que não cuidamos das nossas próprias vidas e não deixamos que as pessoas façam com as delas o que acharem melhor, inclusive puxar saco de político meia-boca, sobre como se manifestar sem arrumar confusão, sobre até que ponto nossa opinião é realmente importante, sobre respeito, sobre expressar-se de forma sóbria, sobre ser um ser humano melhor, sobre ser, sobre aprender a ficar quieta, sobre… vamos deixar pra próxima vez.

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