A máxima futebolística “o jogo só acaba quando termina” se encaixa como uma luva (talvez de goleiro) naquilo que vemos diariamente na política brasileira.

E, como boa filha da política brasileira, a política araucariense tem o mesmo DNA. E não estamos aqui falando de algo necessariamente bom ou ruim. Estamos falando de algo normal.

Nas últimas semanas, por exemplo, vivenciamos dias intensos em nossa política local. As peças do xadrez político araucariense se movimentaram de maneira fervorosa.

Houve um certo momento, inclusive, que alguns pensaram que o rei estava diante de um xeque-mate. Mas, voltando ao início desse editorial, em política o jogo só acaba quando termina.

O rei reposicionou suas peças, fez movimentos estratégicos, teve sangue frio para agir ora com o fígado, ora com o coração, mas na maioria do tempo com o cérebro e o jogo virou.

Nesse xadrez político destaque especial para a dama do Legislativo, palavra de substantivo feminino, mas que no nosso tabuleiro é uma peça masculina. Ela fez todos os movimentos possíveis para salvar o rei e o salvou. Fez mais do que isso: se salvou, ficou mais forte – inclusive.

Resumindo a história. Terminada a partida, o rei ficou em pé. A dama ficou em pé. Mas, claro, no xadrez não se ganha sem que algumas peças do próprio time caiam e sejam colocadas para fora do tabuleiro.

Cravar já que peças se perderam em meio ao jogo seria precoce. Precisamos esperar um pouco mais. Mas haverá o momento de sentarmos para fazer essa análise.

A lição que fica disso tudo é que ao longo de um mandato e/ou legislatura não se joga apenas uma partida de xadrez. Jogam-se várias. Por isso é indispensável que ninguém – vencedores e perdedores da partida recém-encerrada – menospreze o adversário.

Afinal, novamente retornando ao início dessa análise, a partida de agora foi encerrada e o resultado é conhecido. Porém, o campeonato ainda segue rolando! Pensemos todos nisso e boa leitura!

Edição n.º 1507.