Araucária quer surpreender o Paraná Clube dentro da Vila Capanema
No domingo, 17 de maio, o time do Araucária sofreu uma dura derrota para o Paraná Clube por 2X0. Na ida, o nervosismo pareceu pesado pelo lado do time da casa, inclusive por parte do técnico Ednelson que foi expulso por pegar a bola enquanto ela ainda estava em campo, ficando fora no início daquela partida e também no jogo de volta. Para um elenco que ainda está se estruturando, isso pode ter abalado o grupo e sido um fator decisivo.
O Araucária até teve chances no primeiro tempo, mas não conseguiu converter. Para o próximo jogo, precisa melhorar as finalizações e manter a calma com a bola no pé. Os jogadores pareciam aflitos, batendo de muito longe em vez de tocar, aproximar e criar uma oportunidade mais clara, ou apenas cruzando na área para torcer por um milagre. Além disso, perderam muito espaço no meio de campo por medo de fechar a marcação, permitindo que o Paraná criasse várias oportunidades, o que se refletiu nos 13 chutes ao gol adversário. Por outro lado, o melhor jogador em campo pelo Araucária foi o goleiro Rafael, que salvou o time em momentos cruciais, principalmente no primeiro tempo, impedindo que fosse uma lavada maior.
O maior problema da defesa, contudo, foram as bolas paradas. Foi em um lance assim que o placar abriu e se desenvolveu como uma bola de neve. O Cacique teve muita dificuldade em achar o maior perigo na área. Samuel, que conseguiu se livrar do marcador e finalizar de cabeça fez o primeiro gol. Já o segundo gol demonstrou o desespero defensivo, que deixou o lado direito inteiro livre para Gustavo Sagui. Ele levou a bola até a área e, quando a marcação finalmente chegou, passou por todo mundo, inclusive deixando Felipe Scharan no chão. Faltando apenas 3 minutos para acabar o jogo, compensaria matar a jogada na raiz sem deixar o lance desenvolver, mesmo com medo de levar um amarelo ou até um eventual vermelho.
Apesar de ser um confronto de ida e volta, a desvantagem faz parecer que serão duas voltas para o Cacique, especialmente com a torcida adversária comparecendo em números bem mais expressivos que os donos da casa. Samuel, que abriu o placar, descreveu que todo jogo do Tricolor fora ainda parece ser em casa devido à imensa presença da torcida. Talvez o fato de o Araucária não ter um lugar que acolha seus torcedores, por estar jogando em Paranaguá, afetou o desempenho dos jogadores em campo. Pois como diz o ditado popular: “A torcida é o 12º jogador!”.
Se já foi difícil agora, na volta tudo irá se complicar mais ainda. O retorno ficou marcado para sábado (23), às 15h30, na Vila Capanema. Essa será a terceira vez que o Cacique joga lá: duas delas como mandante, contra o próprio Paraná na fase de grupos e contra o Rio Branco nas quartas de final. Apesar da ampla vantagem, o rival não pretende entrar no clima de “já ganhou” e promete levar o jogo a sério, mesmo que precise apenas de um empate ou possa perder por até um gol de diferença.
Para a volta, o time tem condições de reverter o placar. Apesar de ser extremamente complicado, ainda mais pela falta do técnico na beira do campo, o elenco ainda é jovem e bastante versátil. O Paraná pode querer matar o jogo logo de primeira ou apenas segurar o resultado, mas o fato é que o Araucária precisa entrar mais agressivo, sem dar respiros para o adversário e martelando o gol até marcar. A hipótese mais realista seria devolver o 2X0 e levar a decisão para os pênaltis.
SUB – 20
No Campeonato Sub-20 o Araucária enfrentará o Athletico nas quartas de final. O primeiro jogo será no domingo, 24 de maio, às 15h30, no Estádio Municipal Osni Antônio da Silva. O jogo de volta está marcado para o domingo seguinte (24), às 15h30, no CT do Caju.
Edição n.º 1516.
