Em setembro, O Popular já havia publicado uma matéria informando que a Prefeitura estava pisando no freio em razão da queda de arrecadação projetada para este ano de 2026.

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O cenário ruim não é uma realidade apenas de Araucária. Diversos outros municípios paranaenses estão vendo o mesmo filme passando em seu horizonte. Um dos casos mais emblemáticos é Londrina. Com a segunda maior população do Estado, a cidade também está enfrentando dificuldades para conseguir fechar o ano mantendo os serviços essenciais em dia. O prefeito londrinense, Tiago Amaral, inclusive, tem dito que hoje não há dinheiro para pagar o décimo terceiro salário do funcionalismo no final do ano.

Nesta terça-feira, 27 de outubro, o prefeito Gustavo Botogoski (PSD) reuniu a imprensa e secretários municipais para anunciar oficialmente a publicação de um decreto de contingenciamento de despesas e a adoção de medidas extras para fazer com que a redução projetada de R$ 175 milhões no orçamento da cidade não afete nenhum serviço de natureza essencial, como saúde, educação, transporte coletivo, limpeza pública e salários do funcionalismo.

O anúncio inclui a decisão de exonerar 50 cargos em comissão, repactuar contratos, reduzindo serviços não essenciais em até 25%, congelar momentaneamente o pagamento do chamado déficit atuarial previdenciário, cancelar as festas promovidas pela Prefeitura para o final do ano e extinguir duas secretarias municipais.

Boas notícias

Apesar de as notícias do momento não serem as melhores possíveis, o prefeito explicou que, paralelamente à administração da queda na receita, vem procurando articular, junto a outras esferas de governo, investimentos no Município. E os bons frutos dessas conversas já estão amadurecendo. Um exemplo é a publicação recente da licitação para obras de pavimentação estruturantes na cidade, como a requalificação da Avenida das Araucárias e a abertura da continuidade da Avenida Archelau de Almeida Torres. O combo inclui ainda o recape de vários quilômetros de vias arteriais do Município. Somadas, essas obras alcançam mais de R$ 70 milhões.

Gustavo também lembrou a confirmação da histórica reforma do terminal central, a renovação do parque de equipamentos do Hospital Municipal de Araucária (HMA) e a construção da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, que somam outros quase R$ 70 milhões.

Edição n.º 1956

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