A Câmara de Vereadores de Araucária analisou nesta terça-feira, 17 de março, a integra da representação que pedia a abertura de comissão processante contra o prefeito Gustavo Botogoski (PL), sendo que após uma análise mais cuidadosa do caso, a ampla maioria dos edis decidiu rejeitá-lo e arquivá-lo.

A representação lida na data de hoje é a mesma que foi apresentada ao plenário na primeira quinzena do mês de fevereiro. Naquela oportunidade, no entanto, não havia sido feita a leitura integral dos termos que embasaram a denúncia, o que a tornou nula.

Agora, após a leitura das praticamente 50 páginas da denúncia ao plenário, houve consenso entre a maioria dos vereadores que era o caso de se arquivar a representação.

Essencialmente, a representação contra o chefe do Executivo argumentava que ele cometeu crime de responsabilidade ao entender como possível um acordo com uma empresa que cobra judicialmente o Município em razão de serviços que teria prestado, mas não recebido nos termos pactuados em contrato.

Após ouvir os órgãos técnicos da Prefeitura, o prefeito entendeu como possível aceitar o acordo com essa empresa, já que isso encerraria o litígio e resultaria numa economia substancial aos cofres do Município, algo em torno de 22%, reduzindo a dívida que estaria mais de R$ 40 milhões para cerca de R$ 31 milhões.

Essa proposta de acordo, no entanto, ainda precisaria ser analisada pelo Ministério Público e posteriormente homologada ou não pelo Poder Judiciário.

Ou seja, na prática, não houve qualquer tipo de desembolso por parte do Município até o momento. Inclusive, o próprio Poder Judiciário determinou temporariamente a suspensão das ações que versam sobre esse acordo. Essa suspensão foi feita num outro processo.

Reviravolta

A votação desta terça-feira teve resultado inverso do que apontou o placar final da análise feita em fevereiro, mas que foi anulada porque a integra da representação não havia sido lida.

Com a representação rejeitada, a denúncia segue agora para arquivo.