Araucária amanheceu mais triste nesta terça-feira, 17 de março, com a notícia da morte do bancário Arnaldo Senegaglia, mais conhecido como Pinduca. Ele tinha 73 anos e não resistiu as complicações decorrentes de um câncer, o qual vinha tratando a menos de um ano.

Difícil encontrar moradores mais antigos de Araucária que não conheciam o Pinduca, ou que pelo menos ouviram falar dele. Arnaldo foi funcionário de longa data do antigo Banestado de Araucária. Era uma pessoa muito conhecida na cidade, de família tradicional, e residia no centro, onde era presença constante. Destacava-se por sua generosidade, alegria e presteza em auxiliar os outros, qualidades que o tornavam singular.

“O principal passatempo do Pinduca era a pesca, e ele demonstrava grande talento nesse ofício. As histórias sobre suas pescarias são admiráveis, especialmente aquelas relacionadas à pesca da traíra, peixe que ele apreciava muito. Seus companheiros de pesca costumavam relatar que, enquanto eles pegavam um exemplar, Pinduca já havia pescado três ou quatro traíras, demonstrando toda sua habilidade e paixão pela pescaria”, contou o amigo Luiz Antonio Biscaia.

Ele ainda relata que na pescaria, a outra marca do Pinduca era sua prática em lidar com os equipamentos. Por exemplo, quando o molinete do amigo estragava, ele já consertava e deixava novinho. “Os amigos dele estavam até comentando aqui no velório: ‘E agora, quem vai fazer isso pra nós?’. Então, o Pinduca era essa pessoa maravilhosa, e acredito que o mais importante nesse momento é falarmos da partida de mais um estimado amigo de Araucária. Uma pessoa de grande generosidade e reconhecimento, que sempre fez parte da história desta cidade. Sua ausência entristece Araucária”, completou Biscaia.

Pinduca deixa três filhos, o Alexandre, o Arnaldo Neto e o Alisson, e uma neta, a Maria Tereza. Seu velório está acontecendo na Capela do Cemitério Central durante esta terça-feira (17) e seu sepultamento está marcado para amanhã (18), às 16h30, no mesmo local.