A violência contra crianças, adolescentes e mulheres sempre existiu. É fato, no entanto, que ao longo dos últimos anos a sociedade brasileira constituiu mecanismos e mais mecanismos para combater esse tipo de crime.

Essa evolução na legislação nos escancarou um mundo cruel em que crianças e adolescentes são vítimas dos mais diferentes tipos de violação de direitos. Agressões, torturas psicológica e física, estupros e muito mais. Da mesma forma, os casos públicos de crimes praticados contra mulheres nos esmurram o estômago todos os dias, principalmente aqueles cometidos no âmbito familiar.

Esse mundo de violações que tanto nos assusta, que nos faz questionar a racionalidade do ser humano pode ser, por mais absurdo que pareça, sinal de que estamos caminhando para o lado certo.

Sim, porque expor que esse mundo de torturas, agressões, violência sexual e morte contra crianças, adolescentes e mulheres adultas estava subnotificados é o primeiro passo para melhorarmos enquanto sociedade.

Precisamos, todos os dias, abordar o assunto. Precisamos, todos os dias, denunciar esses casos. A necessária legislação que protege a exposição da vítima, não pode – em hipótese alguma – ser utilizada como ferramenta para escondermos o rosto dos agressores.

Eles precisam ser expostos. E precisam porque – muitas vezes – esse tipo de pessoa se utiliza justamente do mesmo modus operandi para alcançar novos alvos e novamente agir para vitimá-los.

Muitas vezes o assediador, o estuprador, o feminicida é um predador que age de forma contumaz. Ele não para enquanto não for pego! Por isso, todos nós – cidadãos de bem – temos obrigação de agir para pará-los.

E nessa guerra você não tem alternativa. Não há lugar para neutralidade. Logo, se você não é um combatente da violência contra crianças, adolescente e mulheres, você é um cúmplice do agressor! Simples assim!

Edição n.º 1506.