No dia 13 de janeiro fez um ano desde que foi sancionada a lei que proíbe o uso de celular em sala de aula. De lá para cá, várias mudanças no meio escolar aconteceram, principalmente entre os alunos. Quem vai dar detalhes sobre essa mudança é a Glaucia Gomes de Oliveira, diretora do Colégio Est. Profª Marilze da Luz Brand, e a Flavia Ivana Santana Braga Theodoro, diretora do Colégio Est. Profª Maria da Graça Siqueira Silva e Lima.

A diretora Flavia relata que os educadores observaram uma mudança significativa no comportamento e na participação dos estudantes nas aulas: maior atenção, aumento do envolvimento nas atividades pedagógicas e melhoria na interação entre alunos e professores.

Segundo ela, os estudantes passaram a estar mais presentes no momento da aprendizagem, reduzindo distrações que antes eram frequentes. A diretora cita como principais pontos positivos a melhoria na concentração, maior rendimento escolar, fortalecimento das relações interpessoais e aumento da participação nas atividades.

“Também percebemos redução de conflitos relacionados ao uso indevido do celular, como distrações, uso de redes sociais em horário de aula e registros indevidos de imagens. No início, houve certa resistência, o que é esperado diante de uma mudança cultural significativa. O celular faz parte do cotidiano dos estudantes, e a adaptação exigiu diálogo, orientação e acompanhamento constante por parte da equipe pedagógica e dos professores”, explica.

Hoje, a maioria dos estudantes já se habituou à nova realidade e compreende a importância da medida para o processo de aprendizagem. Flavia menciona que ainda existem alguns casos pontuais de alunos que insistem em usar o celular, porém, afirma que são situações isoladas e tratadas com orientações e apoio pedagógico.

“É importante manter o trabalho contínuo de conscientização com os estudantes e também envolver as famílias nesse processo, reforçando a importância da norma. Além disso, é fundamental garantir que os estudantes tenham acesso a práticas pedagógicas dinâmicas e recursos que estimulem o interesse e o protagonismo, fortalecendo o ambiente de aprendizagem mesmo sem o uso do celular”, enfatiza.

No Colégio Marilze da Luz Brand, a diretora Glaucia afirma que a melhor coisa foi terem proibido o uso de celular nas escolas, já que os alunos prestam mais atenção em sala. Ela também afirma que o conflito entre os estudantes diminuiu bastante, já que o celular era um meio que usavam para se provocarem.

“Sobre a questão do aprendizado, já houve uma melhora significativa na atenção, na concentração e nos problemas interpessoais. Os professores têm elogiado muito essa questão também de não usarem mais o celular em sala. Quando precisa de tecnologia, nós temos os dois laboratórios aqui no colégio, onde tem os tablets e computadores para eles usarem. Então, não é necessário realmente a questão do celular”, descreve.

A diretora complementa que, caso os pais precisem se comunicar com os filhos, eles entram em contato com a secretaria da instituição, que faz a mediação com os estudantes. Glaucia lamenta apenas o fato de não haver colaboração de alguns pais, já que quando é necessário buscar o celular no Colégio, eles relutam e questionam a proibição.

“Nós chamamos a família responsável para buscar e nem todo mundo aceita que é uma lei que deve ser cumprida. Falta a família colaborar com a escola nesse sentido, de entender que é uma lei e que eles não podem fazer uso do celular no colégio. Claro que não são todos, inclusive, vários pais que vêm aqui cobram os filhos e orientam”, relata.

Edição n.º 1504.Victória Malinowski.