Na quinta-feira (05/03), um grupo de estudantes protagonizou uma briga próximo ao Colégio Estadual Maria da Graça, no bairro Costeira. A confusão foi registrada em vídeos e compartilhada nas redes sociais.

Em uma das imagens, é possível ver quando um dos adolescentes ataca outro, com chutes e pontapés, incentivado por outros estudantes. O jovem agredido cai no chão e as agressões continuam.

Revoltada com a situação, a família da vítima buscou respostas junto à direção do colégio e também registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher e do Adolescente. “Na quinta-feira meu irmão de 13 anos foi espancado covardemente na saída do colégio. Vários meninos o agrediram e tudo isso por causa da mentira dita por uma menina do colégio. Não queremos expor ele, mas ao mesmo tempo queremos visibilidade para que o caso não caia no esquecimento e seja resolvido o mais rápido possível. Meu irmão ficou em choque e não quer ir mais para a escola”, disse o irmão da vítima.

A direção do Colégio Maria da Graça convocou a família do jovem agredido para informá-la sobre o ocorrido e relatou em Ata que a agressão aconteceu em via pública, fora das dependências da escola, no trajeto de volta para casa, após o término das aulas. Disse que tomou conhecimento do fato por meio de um vídeo recebido, que mostrava o estudante sendo agredido com violência por outros alunos da instituição.

“Nos colocamos à disposição para fornecer às autoridades competentes as informações necessárias, bem como encaminhá-lo (a vítima) para atendimentos de saúde, caso necessário. Relatamos que no dia do incidente, a gestão auxiliar compareceu ao local, mas não constatou indícios de briga, uma vez que os envolvidos já haviam se dispersado. Em conversa com a família do aluno agredido, fornecemos orientações sobre as medidas cabíveis, indicando a formalização de um boletim de ocorrência, orientação corroborada pela Patrulha Escolar, inclusive com pedido de exame de corpo delito, para que o fato seja devidamente investigado”, diz o teor da Ata.

Sobre o caso, o delegado Eduardo Kruger, da Delegacia da Mulher e do Adolescente informou que será lavrado um procedimento contra o possível agressor, chamado de Boletim de Ocorrência Circunstanciado, onde serão colhidas as provas, como oitiva de testemunhas e juntada de laudos periciais. “Depois de ouvirmos o suspeito, agendaremos uma data para ele se apresentar ao Promotor, que decidirá qual medida deve ser aplicada a ele”, explicou o delegado.

Edição n.º 1506.