Um funcionário acusado de cometer assédio sexual contra adolescentes no Colégio Estadual Fazenda Velha negou as acusações e pediu desligamento. As mães das estudantes procuraram a reportagem do Jornal O Popular para relatar o caso, alegando que o profissional vinha mantendo uma conduta inadequada, com insinuações e comentários maldosos dirigidos às meninas.

“Minha filha tem 15 anos e o funcionário falou coisas que a até eu ficaria morrendo de vergonha. Teve um dia que ela e as colegas passaram pelo funcionário e fizeram uma brincadeira sobre a careca dele, que era lisinha, e ele fez um comentário muito maldoso, referindo-se ao seu órgão genital. As meninas ficaram aterrorizadas”, conta a mãe.

Segundo a mãe de outra estudante, teve um dia em que um grupo de meninas estava dançando na sala e o funcionário passou e comentou que se elas continuassem, ele não conseguiria se controlar. “Sem contar às vezes que as meninas subiam a escada e ele ficava olhando para elas com olhar duvidoso”, declarou.

As mães comentaram que levaram o caso ao conhecimento da direção, que acabou remanejando o funcionário do turno da manhã para o turno da tarde. “Não sei se isso vai ajudar muito, simplesmente mudar ele de turno não resolve, pois ele poderá continuar assediando as alunas da tarde”, reclamou uma das mães.

A reportagem do Jornal O Popular procurou a direção do colégio, que se propôs a mandar uma resposta formal sobre o caso. Porém, até o fechamento desta edição, não recebemos um retorno.

Também procurada pela reportagem do Popular, a Secretaria de Estado da Educação (SEED), enviou a seguinte nota: “Sobre o suposto caso de assédio no Colégio Fazenda Velha, o Núcleo Regional de Educação da Região Metropolitana Sul esclarece que nenhum responsável apresentou denúncia formal à escola. Após relatos entre estudantes, a equipe gestora realizou escuta, orientou que as famílias fossem chamadas para formalizar a situação e orientou quanto ao Boletim de Ocorrência, porém nenhuma família compareceu”.

Ainda na nota, a SEED afirma que “as imagens das câmeras foram verificadas e não há indícios que confirmem os relatos. O profissional citado, negou as acusações, teve o turno alterado durante a apuração e, em seguida, pediu desligamento, não integrando mais o quadro da unidade. O Colégio reforça sua tolerância zero ao assédio, bem como o compromisso com a proteção e o acolhimento dos estudantes”.

Edição n.º 1509.