Um professor da Colégio Estadual Professor Julio Szymanski é alvo de denúncias de assédio psicológico, feitas por algumas mães de alunas da instituição. Segundo elas, o professor tem postura inadequada em sala de aula, grita e humilha os alunos, profere xingamentos e ainda adota algumas medidas que elas consideram restritivas demais, já que não foram previamente estabelecidas.

“O professor se refere aos alunos de forma desrespeitosa, chama-os de ‘retardados’, ‘imbecis’, ‘inúteis’ e outros xingamentos. Proíbe os alunos de usarem canetas coloridas ou marca texto, sob ameaça de confiscá-las. O problema é que ele geralmente age dessa forma com as meninas, com os meninos ele se contém. Minha filha de 11 anos está abalada com a situação, ela quer mudar de colégio. Eu acredito nela, porque esse professor já tem um histórico complicado, inclusive temos conhecimento de que ele respondeu processos administrativos. Quando a gente o questiona, diz que se garante por ser concursado”, denuncia uma das mães, que preferiu não se identificar.

A mãe afirma que tomou algumas providências a respeito. Disse que primeiramente procurou a direção do colégio por duas vezes: na primeira não houve nenhuma manifestação, mas quando visitada pela segunda vez, a diretoria se dispôs a conversar com o professor, como também registrou em ata as reclamações. Depois ela conta que entrou em contato com o Conselho Tutelar, também por duas vezes, o qual conversaria com a direção; na sequência registrou reclamação na Ouvidoria da Secretaria de Estado da Educação; fez um boletim de ocorrência na Delegacia, e ainda levou o caso ao conhecimento do Ministério Público. “Esse professor precisa ser afastado, o que ele faz com os alunos é inadmissível! Não vou ficar quieta!”, avisa.

Outra mãe que procurou o Jornal O Popular e que também optou em ficar no anonimato, disse que também entrou em contato com o Conselho Tutelar após a filha ter sido vítima do professor. “Milha filha conta tudo que acontece na escola, e acredito na palavra dela. Infelizmente, devido à proibição do uso do celular no ambiente escolar, não temos provas materiais”, lamentou.

Em contato com a direção do Colégio Szymanski, nossa reportagem foi informada que, por orientação do Núcleo Regional de Educação, toda comunicação em torno do caso deveria ser realizada estritamente junto à Secretaria de Estado da Educação. Também interpelada sobre a questão, a SEED afirmou que o NRE já agendou oitiva para ouvir as partes envolvidas na denúncia no Colégio Estadual Julio Szymanski.

Disse ainda que, em casos de denúncias, os pais e/ou responsáveis podem procurar a direção da escola e também acionar o próprio Núcleo Regional de Educação, que adotará as medidas cabíveis. Outra possibilidade é formalizar a manifestação junto à Ouvidoria da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, para os devidos encaminhamentos.

“Acompanhamos o caso e adotaremos as medidas cabíveis, nos termos da legislação vigente, no encerramento da apuração”, conclui a SEED.

Edição n.º 1508.