Deus tanto nos amou a ponto de enviar o seu próprio Filho para nos salvar. Na verdade, em Jesus o próprio Deus se fez gente, se fez carne, armou sua tenda e veio habitar entre nós. Porque o Filho é plenamente homem, mas, plenamente Deus. Esse é um grande mistério, do Deus que faz gente no seu Filho Jesus. Tudo o que ele falou, todos os seus gestos, todas as suas ações, demonstraram o verdadeiro rosto de Deus. Ao longo da história, Deus se revelou ao mundo de modo indireto, especialmente através dos profetas. Em Jesus, Deus se manifestou em plenitude, de modo direto, assim como ele é. Por isso, para conhecer quem é Deus, é preciso conhecer quem é Jesus.

Ele nasceu numa gruta em Belém, muito humilde e pobre. Viveu a condição humana em tudo, menos no pecado. E, quando completou o tempo, deixou Nazaré e foi habitar às margens do mar da Galileia. É bem provável que tenha se hospedado na casa da sogra de Pedro, em Cafarnaum. Ele percorria toda a região da Galileia anunciando a Boa Nova do Reino de Deus, através de suas palavras, gestos e ações. Acolhia a todos com muita alegria, sobretudo, os mais pobres, humildes e excluídos da sociedade. Visitava os doentes e lhes levava a esperança, curando-os e devolvendo-lhes a vida. O povo estava encantado com o jeito de ser de Jesus, tão amável, misericordioso, totalmente diferente do jeito de viver das autoridades políticas e religiosas da época.

Por onde ele passava, uma multidão o acompanhava e as pessoas procuravam pelo menos tocar nas suas vestes, porque dele saia uma energia que curava e libertava. Ele realmente vivia aquilo que pregava, demonstrando uma profunda compaixão para com cada ser humano, a ponto de dizer: ‘tenho pena desse povo, porque são como ovelhas sem pastor’. Ele mesmo dizia que era o enviado do Pai, o Messias, aquele que fora prometido ao mundo desde todos os tempos. Mas, se o povo estava fascinado com a presença do grande profeta entre eles, por outro lado, as lideranças religiosas e civis se sentiam ameaçadas. Começaram a persegui-lo, com ameaças, calúnias e muitas mentiras. Mas, ele não teve medo das autoridades e continuou a pregar a boa nova do Reino com liberdade, sabendo que isso o levaria à morte e morte de cruz. Ele podia fugir da dor e do sofrimento, mas, agindo assim ele estaria negando-se a si mesmo. Cheio do amor do Pai, ele permaneceu fiel até o fim. Só um amor pleno, profundo, verdadeiro, pode permanecer fiel até às últimas consequências.

Depois de ter pregado e vivido o amor na sua plenitude, foi preso e conduzido à morte. O acusaram de ser um impostor e de incitar as multidões, com o seu jeito de ser e de viver. Além disso, fizeram diversas outras acusações, carregadas de uma serie de mentiras. Acabaram envolvendo o povo que gritou contra aquele que passou pelo mundo amando e fazendo o bem. Mas, Jesus em nenhum momento negou quem ele era, ou seja, o Filho de Deus enviado pelo Pai para salvar a humanidade. Foi violentamente flagelado, coroado de espinhos e, já totalmente desfigurado, carregou a cruz dos nossos pecados, sendo por fim crucificado. Na cruz ele manifestou a máxima prova de amor pela humanidade, dizendo: ‘Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem’. Agindo assim, ele nos salvou, nos amando até o fim, até a morte mais violenta, a morte de cruz. Seu amor por cada ser humano, o manteve fiel a Deus até o fim.

Edição n.º 1508.