Repercutiu o vídeo divulgado pelas redes sociais do Jornal O Popular na semana passada, que mostra o momento em que uma vítima de emboscada que teve o veículo roubado e virou refém, consegue escapar dos bandidos. Durante a fuga, os ladrões se envolveram em uma colisão e a vítima conseguiu quebrar o vidro do porta-malas e escapar.

Depois disso, a vítima saiu correndo pela rua, toda ensanguentada e com uma espécie de cacetete nas mãos, gritando por socorro. Nos comentários do vídeo, muitas pessoas questionaram o fato de ninguém ter parado para socorrer o homem. E você, como agiria em uma situação como esta?

O delegado de Araucária, Gabriel Fontana, diz que esta foi uma situação complexa, isso porque os veículos que passaram pelo local se depararam com uma pessoa com sinais de sangramento e portando um objeto, possivelmente um porrete ou algo semelhante. “Naturalmente, essa cena pode causar certa apreensão. A decisão de prestar auxílio imediato pode ser delicada, pois não se sabe ao certo o estado da pessoa, se está sob efeito de alguma substância ou se é realmente uma vítima necessitando de ajuda”, afirma.Na ocorrência em questão, a vítima acabou pedindo ajuda em uma residência próxima, e seus moradores acionaram o socorro médico e a polícia. “Nossa recomendação, nesses casos, é acionar as autoridades competentes: Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, etc. Dessa forma, as forças de segurança podem se deslocar ao local e avaliar a situação com segurança. É prudente que o cidadão comum não intervenha diretamente, pois não possui os recursos nem o conhecimento para lidar com a situação de forma segura”, orientou o delegado.

RELEMBRE O CASO

Na quinta-feira (26), a Polícia Civil prendeu temporariamente uma mulher, de 39 anos, acusada de emboscada e roubo, ocorridos em fevereiro deste ano, nas proximidades da represa do Passaúna, em Araucária. A investigada teria atraído a vítima para um encontro romântico agendado via rede social. No local combinado, a mulher, que aparentemente orquestrou a emboscada, facilitou a entrada de dois comparsas que agrediram a vítima brutalmente com pedradas na cabeça e facadas nas costas, roubando seu veículo e ferramentas de trabalho. Os suspeitos fizeram a vítima de refém, deixando-a presa no porta-malas do carro.

Após roubarem o veículo, ao bandidos se envolveram em uma colisão em um cruzamento no bairro Capela Velha. A vítima, que estava presa no porta-malas do carro, conseguiu escapar, quebrando o vidro.

Segundo o delegado Fontana, a Polícia Civil segue investigando o caso e realizando diligências para a localização dos demais envolvidos no crime. A população pode contribuir com informações, fazendo denúncias de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.

Edição n.º 1509.