O Sindicato dos Funcionários do Quadro Geral da Prefeitura, conhecido como Sifar, entrou em contato com esta Coluna no decorrer da semana. O fez de duas formas: por email e pelos Correios.
Essencialmente, solicitou que déssemos a versão da entidade sobre a liberação do médico Bruno Garcia Mansolelli para trabalhar na sede do sindicato ao invés de atender no consultório da Unidade Básica de Saúde Santa Mônica, onde atuava como clínico geral.

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O Sifar afirmou que a Coluna manipulou a informação ao dizer que o médico foi tirado da UBS para fazer serviço administrativo na sede do sindicato. Isto porque, segundo a entidade, além da parte administrativa, o profissional liberado também fará um trabalho político.

O sindicato afirma ainda que a liberação do médico foi importante porque ele compõe o Conselho Municipal de Saúde de Araucária (Comusar) há anos, exercendo uma posição de defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em outro ponto da nota, o Sifar diz ainda que um breve levantamento feito com base em pesquisas no Portal da Transparência mostra que faltam 1500 servidores no serviço público municipal. A entidade confirma também o que havia dito esta Coluna quanto ao déficit de médicos na Prefeitura. “Só de médicos clínicos gerais estão desocupadas 142 vagas das 207 existentes, ou seja, quase 69% das vagas estão desocupadas. “O problema, portanto, está longe de ser a liberação sindical temporária de um servidor público que é médico”, relativiza o comunicado.

O Sifar diz ainda que luta por uma saúde pública de qualidade, sendo que para isso é importante que os servidores que estejam no sindicato façam parte dessas categorias, construindo o serviço público na prática. Acrescenta também que “é injusto que pelo seu bom desempenho enquanto trabalhador um servidor público seja impedido de atuar no sindicato”.

Edição n.º 1487.

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