Moradores da Colônia Lagoa Suja, na área rural de Araucária, ficaram revoltados após descobrirem que as antigas instalações da Chácara da Isdralite, na Rua Francisco Sarnick, esquina com a Raimundo Semcek e Adão Filla, estão sendo utilizadas para o descarte de fezes de porcos e lixo. Eles procuraram a redação do Jornal Popular para relatar que a situação vem causando prejuízo à saúde da comunidade, isso porque além do fedor insuportável, há proliferação de moscas e outros bichos.

Eles também citaram a propriedade rural onde fica o ‘lixão está abandonada, sem proprietário ou ocupante legalmente estabelecido. “Existe nas proximidades desse local uma granja cujo proprietário, apesar de já ter sido autuado por diversas infrações ambientais, persiste em suas práticas”, afirmam.

Ainda conforme os relatos, o descarte irregular ocorre há algum tempo, mas devido à sua natureza discreta, inicialmente passou despercebido. Recentemente, o aumento do mau cheiro e das moscas acabou ‘delatando’ o lugar. “Fomos até lá para ver de onde vinham o cheiro e as moscas e constatamos que se tratava de um descarte irregular. Registramos tudo através de fotos e filmagens e acionamos o Meio Ambiente, que prontamente realizou uma visita ao local. No entanto, ainda não se tem conhecimento sobre as medidas tomadas, se houve notificações ou multas. A comunidade solicita urgência na resolução do problema, pois a espera por burocracias e procedimentos prolongados é inaceitável, considerando a gravidade da situação. Não dá mais pra suportar as moscas invadindo nossas casas, impossibilitando que tenhamos refeições decentes, tanto durante o dia quanto à noite”, disse uma moradora.

Sobre o caso, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente informou que foi até o local e na ocasião constatou as irregularidades. No entanto, a comunidade precisa entender que existe um processo em andamento, e que não é possível simplesmente chegar lá e fechar tudo. “O proprietário foi notificado e tem um prazo para apresentar as comprovações necessárias para a atividade no local. Somente a partir daí é que podem ocorrer outras ações”, explicou a SMMA.

Edição n.º 1504.