O Diário Oficial do Município de Araucária trouxe ao longo desta semana a publicação de diversos contratos com as empresas que fornecerão centenas de aparelhos para utilização no Hospital Municipal de Araucária (HMA) e também na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Com isso, o prazo para entrega desses equipamentos já passa a contar e a tendência é que ao longo das próximas semanas eles já comecem a chegar.

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Licitação

Essas empresas venceram a complexa licitação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) para compra desses equipamentos. A aquisição desses aparelhos é a maior renovação de todos os tempos que o HMA já ganhou em seu enxoval de máquinas desde sua inauguração.

Banho de loja

Profissionais que atuam há mais tempo no HMA estão animados em saber que finalmente os equipamentos novos estão chegando. Alguns chegam a dizer que é como se o hospital estivesse ganhando um verdadeiro banho de loja depois de anos usando só uns trapinhos.

Nomes difíceis

Para os leigos em saúde (como este que assina a Coluna) quase a totalidade dos equipamentos adquiridos tem nomes difíceis, sendo quase impossível saber para que servem. Mas para quem trabalha no HMA a lista dos aparelhos comprados faz os olhos desses profissionais brilharem.

Exemplos

Entre os equipamentos novos, por exemplo, estão agitadores de plaquetas, aspiradores de secreção elétricos, balanças antropométricas, balanças pediátricas, câmara para conservação de imunobiológicos, cardiotocógrafos touch, detectores de batimentos cardíacos fetal, dentre tantos outros.

Pacientes

Além de equipamentos para uso diário dos profissionais há também aqueles que vão melhorar o acolhimento e atendimentos direto aos pacientes que precisam do HMA. São cadeiras de rodas, berços para recém-nascidos, camas hospitalares tipo fowler elétricas e vários outros.

Câmara fria mortuária

Embora seja um item que ninguém que procure um hospital deseja precisar, a compra de um equipamento específico resume o grau de desleixo com que o hospital vinha sendo tratado há muitos anos. Trata-se de uma câmara fria mortuária. Por incrível que pareça, o HMA nunca teve uma, sendo que todas as pessoas que eventualmente faleceram no local ao longo dos anos eram colocadas numa salinha conhecida como morgue, sem qualquer tipo de conservação. Lá ficavam esperando, às vezes por horas, mais de dia, até serem retiradas pelos familiares.

Relatos

Alguns profissionais que atuam no HMA relatam, inclusive, que ao longo dos anos já presenciaram situações de odor absurdo em razão dos corpos de pacientes que vieram a óbito no local aguardarem sua retirada simplesmente em temperatura ambiente.

Investimento

E olha que não estamos falando de um item absurdamente caro. A câmara fria mortuária adquirida agora custou R$ 51.700,00 e tem capacidade para guarda de até dois corpos simultaneamente.

Mais equipamentos

Além dos itens já mencionados, a compra também incluiu equipamentos mais caros, digamos assim. Entre eles estão dois aparelhos de anestesia com monitor multiparâmetros (R$ 187 mil cada); um aparelho de raio-x móvel digital (R$ 230 mil); dois aparelhos de raio-x digital (R$ 230 mil cada); duas mesas cirúrgicas elétricas (R$ 135 mil cada); um aparelho de ultrassom (R$ 165 mil), um aparelho de ultrassom portátil (R$ 84 mil); e duas torres de videolaparoscopia (R$ 356 mil cada).

Telhado

Falando em HMA, uma publicação feita pelo vereador Fábio Pavoni (PV) esta semana afirmou que, mesmo com a troca do telhado, o local seguia apresentando situações de goteira em seu interior. Sobre o assunto, os técnicos da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP), que são formados em Engenharia Civil, explicaram que os trabalhos no hospital ainda estão em andamento e que situações de infiltrações podem acontecer enquanto o serviço não estiver 100% concluído.

Área específica

Os técnicos explicaram ainda que o local exato apontado pelo edil fica entre o centro cirúrgico e a unidade de terapia intensiva, sendo que a substituição do telhado nesse local ainda não foi feita. Eles afirmam ainda que em outro momento do vídeo o vereador mostra uma parte do hospital em que a empresa contratada ainda não concluiu a colocação da nova manta. A SMOP pontuou ainda que enquanto os trabalhos não forem concluídos sempre existirá a possibilidade de que goteiras sejam registradas em situações de chuva e que o ideal é que o vereador aguarde a finalização da obra para analisar a qualidade do serviço executado.

Edição n.º 1513.

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