Um casal de moradores afirma não ter sido atendido adequadamente por um funcionário público do Município. Segundo eles, o atendente da Ouvidoria da Saúde teria respondido de forma mal educada quando solicitaram uma simples informação. A esposa conta que o marido autista ficou inseguro com relação ao prazo de uma vacina que havia tomado na unidade de saúde. “Como não temos formação na área, não sabíamos se aquele intervalo de 12 dias estava correto ou se era perigoso. Meu esposo tinha essa dúvida e queria se sentir seguro, então ligou para a Ouvidoria, justamente para buscar essa informação e entender o procedimento”, relata a esposa.

A insatisfação com o atendimento, segundo a esposa, foi porque o funcionário teria sido grosseiro, chegou a perder paciência com o marido e ainda disparou um palavrão. “Meu esposo estava trabalhando de bicicleta como entregador, quando na Praça da Bíblia foi atacado pelos cães, então ele já estava em uma situação de estresse. E a grosseria do funcionário da Ouvidoria demonstrou um descaso total e só piorou a situação. Além disso, usaram o fato de eu ter relatado que a ligação estava ruim para se isentarem da responsabilidade, alegando que foi uma má interpretação do meu marido, quando o atendente o mandou tomar no c* e encerrou a ligação. Também se recusaram a fornecer a gravação da chamada que eu solicitei, formalmente. Eles estão tentando esconder a conduta do servidor”, denunciou a moradora, que preferiu não se identificar.

“Moramos aqui há pouco tempo, temos criança pequena em idade escolar e nossa família toda é autista, então a exposição seria um fardo emocional e de insegurança muito grande para nós agora”, completa a esposa.

Sobre o problema, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que a solicitação referente à vacinação será respondida dentro do processo registrado pela parte interessada. Quanto ao questionamento sobre a qualidade do atendimento, a SMSA reforçou que toda denúncia/acusação formalizada é verificada.

“Se não foi formalizada, recomendamos que registre por meio da Ouvidoria Geral do município (0800-643-1550 – ligação gratuita – ou e-mail: ouvidoria@araucaria.pr.gov.br) com os detalhes que julgar importantes para descrever o ocorrido”, sugeriu a secretaria.

Edição n.º 1504.