A Fibromialgia é uma condição marcada por dor generalizada e persistente, que pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Apesar de ser cada vez mais reconhecida, ainda gera dúvidas, principalmente porque não aparece em exames tradicionais, como sangue ou imagem.

De acordo com a doutora Yanelis Miranda Herrera, médica da família, a fibromialgia não é uma inflamação, nem uma doença autoimune. Trata-se de uma alteração na forma como o organismo processa a dor. “O paciente sente dor de forma mais intensa, mesmo sem existir uma lesão visível. É uma dor real e precisa ser acolhida”, explica.

Um dos grandes desafios é justamente o diagnóstico. Como exames laboratoriais e de imagem costumam apresentar resultados normais, muitas pessoas passam anos buscando respostas. Nesse período, é comum consultar diferentes especialistas até que se chegue à conclusão correta. O diagnóstico é clínico, feito a partir da escuta atenta do paciente, da avaliação dos sintomas e da exclusão de outras doenças que também podem causar dor crônica.

A dor da fibromialgia costuma ser difusa, atingindo várias partes do corpo ao mesmo tempo e persistindo por meses. No entanto, os impactos vão além do desconforto físico. Cansaço intenso, sono não reparador, dificuldade de concentração e alterações de humor também fazem parte do quadro. Esses sintomas podem afetar o desempenho no trabalho, as relações familiares e a disposição para atividades simples do dia a dia.

O impacto emocional também merece atenção. Conviver com dor constante pode gerar ansiedade, desânimo e, em alguns casos, depressão. Muitas vezes, o paciente se sente incompreendido, especialmente porque os exames não apontam alterações. Por isso, segundo a doutora Yanelis, o cuidado precisa ser integral, considerando tanto a saúde física quanto a mental.

O tratamento é individualizado e envolve diferentes estratégias. A prática regular de atividade física leve, como caminhadas e alongamentos, costuma ser um dos pilares do controle da doença. A organização da rotina de sono, alimentação equilibrada e técnicas para redução do estresse também contribuem para a melhora dos sintomas. Em alguns casos, pode haver indicação de medicamentos para auxiliar no controle da dor e do bem-estar geral.

Embora não tenha cura, a fibromialgia pode ser controlada. Com orientação adequada, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida, é possível recuperar qualidade de vida e retomar atividades que antes pareciam limitadas pela dor.

A principal mensagem é que a fibromialgia existe, é reconhecida e merece atenção. Informação, acolhimento e acompanhamento contínuo são fundamentais para que o paciente se sinta seguro e consiga conviver melhor com a condição.

SERVIÇO

A médica da família Yanelis Miranda Herrera, atua com o CRM 52780 na Clínica São Vicente, que está localizada na Rua São Vicente de Paulo, n.º 250, no centro de Araucária. O telefone/WhatsApp para contato é o (41) 3552-4000, e o site da Clínica é o www.csv.med.br.

Edição n.º 1505.