Integrantes da Guarda Mirim de Araucária e estudantes do 5º ano da Escola Municipal Prof.ª Silda Sally Wille Ehlke participaram de uma atividade educativa no Salão do Júri do Fórum de Araucária, como parte da programação da Semana Nacional Justiça pela Paz em Casa. O objetivo da ação foi promover entre as crianças e jovens, reflexões sobre prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Cerca de 120 crianças e adolescentes acompanharam uma dinâmica de teatro com simulação de julgamento no tribunal do júri. A atividade contou com a presença da juíza da Vara Criminal de Araucária, Priscila Soares Crocetti, do promotor de Justiça da Vara Criminal de Araucária, Fábio Cirino dos Santos, além de representantes do Conselho da Comunidade, da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria Municipal de Segurança Pública, do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM) e do Conselho Tutelar.

Antes da apresentação, os jovens passaram por preparação prévia. Durante esse período, estudaram sobre os diferentes tipos de violência, canais de denúncia e os serviços de apoio disponíveis na rede de proteção. Também ensaiaram as encenações apresentadas durante a “sessão de julgamento”.

Na atividade, foram encenadas duas situações que abordaram diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha, como violência patrimonial, moral, psicológica e física. Após as dramatizações que representavam situações de abuso, os participantes também apresentaram uma encenação de relacionamento saudável, com o objetivo de permitir a comparação entre comportamentos e reforçar atitudes baseadas no respeito.

A iniciativa buscou incentivar os estudantes a reconhecer situações de violência, conhecer os canais adequados para buscar ajuda e compreender como funciona a rede de proteção existente no município.

Durante o encontro, o promotor de Justiça destacou a importância de que todos estejam atentos a possíveis situações de violência e saibam como agir para ajudar. Segundo ele, crianças e adolescentes podem procurar alguém de confiança ou profissionais da rede de proteção para relatar situações de violência, como professores, guardas municipais, equipes das unidades de saúde ou dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

A atividade também reforçou a importância da atuação integrada entre os diferentes serviços que compõem a rede de proteção, garantindo apoio às vítimas e promovendo a defesa de direitos por meio de ações conjuntas entre instituições e órgãos públicos.