o da sua missão como caminho, verdade e vida. Como a água viva, que mata a nossa sede profunda. Como a luz que ilumina a nossa caminhada e a nossa história. Mas, sobretudo, ele se apresenta como a ressurreição e a vida. Quem nele crer não morrerá jamais, mas terá a vida eterna. Esse é o grande mistério da nossa fé, ou seja, não fomos criados para a morte, mas, para a vida que não tem fim. Para quem crê, com a morte física, inicia-se o primeiro dia do nosso nascimento. Essa era a fé e a crença dos primeiros cristãos. Exatamente por isso, eles não temiam a perseguição e o martírio, pois, acreditavam plenamente na ressurreição. E isso fazia com que eles enfrentassem situações extremamente difíceis, calúnias, mentiras e perseguições.

No encontro com Lázaro, Jesus lhe restitui a vida, não a vida física, mas a vida plena. Já não existe mais a pedra que separa essa vida da outra vida. A morte é apenas uma passagem para uma vida onde não existe mais dor e sofrimento, é uma vida em plenitude. Esse é o grande mistério da nossa fé, que move a nossa vida e a nossa existência diária. Se não acreditamos na ressurreição, dizia São Paulo, somos os mais dignos de compaixão. A sua vida é um verdadeiro testemunho de fé, até as últimas consequências. Ele mesmo vai dizer que o encontro com o Jesus ressuscitado mudou radicalmente a sua vida. E crer na ressurreição, é colocar a vida sempre em movimento, com coragem e determinação.

Crer em Jesus como o Senhor da vida, significa identificar-se com ele, com as suas palavras, com os seus gestos e com a suas ações. É procurar viver como ele viveu, ir ao encontro dos outros, estar sempre pronto para servir e ajudar. São Paulo vive tão fortemente esse encontro com Jesus, a ponto de afirmar: já não sou mais eu que vivo, mas, Cristo que vive em mim. É Cristificar-se, é agir do mesmo jeito que ele agiu, é ser um outro Cristo no meio do mundo. Isso é realmente muito exigente, pois, requer uma conversão diária, para deixar Jesus fazer morada em nosso coração. É contraditório alguém pronunciar o nome de Jesus, e, ao mesmo tempo, odiar o próximo, falar mentiras, julgar e condenar. Esse, com certeza, não foi o jeito de ser do Mestre.

Sermos sinais do Senhor Jesus, significa colocarmos a nossa vida sempre em movimento, saindo de nós mesmos, prontos a servir e fazer o bem. Todo tipo de egoísmo, de fechamento, de ganância, de pensarmos somente em nós mesmos, mostra o quanto estamos distantes do Senhor da vida. Ele mesmo vai alertar as pessoas contra todo tipo de hipocrisia, ou seja, uma contradição entre a fala e a ação. Sobre os fariseus e mestres da lei ele afirmava: façam o que eles dizem, pois eles sabem interpretar bem a palavra de Deus, mas não façam o que eles fazem. Pois eles falam bonito, mas, não vivem aquilo que pregam. Jesus pede coerência de vida para seus seguidores.

Deixar que Jesus, o Senhor da vida, habite dentro de nós, requer humildade. Que ele cresça e eu diminua, a fim de que o seu nome seja elevado e glorificado. Significa que somos apenas instrumentos do seu amor, necessários e importantes. Quando o seu nome é glorificado, o nosso amor aos irmãos se estende, porque, na medida em que amamos a Jesus, nos sacrificamos pelos que mais precisam de nossa ajuda.

Edição n.º 1507.