Muitas pessoas se perguntam porque os sintomas de alergias respiratórias acontecem e o que podem fazer para impedir que ocorram com tanta frequência. De acordo com o otorrinolaringologista Emerson Franceschi, que atende na Clínica São Vicente, a limpeza nasal pode ajudar em muitas situações na vida da pessoa, incluindo os casos de reações alérgicas.

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Ele enfatiza que a limpeza nasal é muito importante para a saúde respiratória, visto que um dos papéis do nariz é filtrar o ar. Ou seja, a higiene nasal ajuda esse sistema a funcionar corretamente, criando uma primeira defesa natural de partículas e microorganismos que tentam entrar no corpo pela via respiratória.

“Os benefícios são inúmeros, mas dentre os principais podemos citar a limpeza de alérgenos, que são os fatores que desencadeiam as alergias e seus sintomas. A entrada dos alérgenos geralmente ocorre via respiratória e via nasal, e com a limpeza correta do nariz, podemos reduzir as reações alérgicas, bem como a entrada de vírus e bactérias”, explica o doutor.

Ele também cita que a limpeza auxilia na eliminação do muco, facilitando a defesa natural presente na mucosa do nariz. Outro benefício oferecido é a hidratação da mucosa nasal, pois se estiver ressecada, pode desencadear diversos sintomas adversos, ocasionando desconforto no dia-a-dia.

Quando se trata de diferentes faixas etárias, o médico menciona que em caso de crianças pequenas, a boa higiene nasal pode ajudar até mesmo na amamentação. Com o bom funcionamento das narinas, a criança pode alimentar-se e dormir melhor, além de ser uma prevenção natural contra otites, uma vez que há comunicação entre nariz e ouvido médio, chamado de Tuba Auditiva.

No caso de adultos, a higiene nasal oferece um melhor funcionamento da função nasal e respiratória, melhorando questões relacionadas a roncos e apneias. Ele também cita o caso da prática esportiva, onde o rendimento pode ser melhorado.

“Para fazermos uma boa limpeza nasal em casa, depende de uma avaliação otorrinolaringológica para orientar a posição certa em relação à anatomia particular de cada paciente. A solução mais usada é o Soro Fisiológico 0,9%, o qual têm diferentes formas de apresentação, e precisa ser analisado junto com a anatomia para saber qual a forma mais confortável para uso, evitando causar otites, fissuras ou até mesmo sangramentos nasais. Dentre as principais formas de apresentação temos os sprays, as gotas, os jatos contínuos e dispositivos de alto volume ou alto fluxo”, orienta.

Segundo o doutor Emerson, não existe uma regra que dite a frequência que deve ser realizada a limpeza nasal, pois isso depende do momento em que cada paciente se encontra, principalmente para fazer uma manutenção de prevenção ou melhora das crises alérgicas e limpeza de exposição aos alérgenos. Ele destaca que o soro fisiológico usado na limpeza não possui efeito medicamentoso, mas sim adjuvante, auxiliando para que outros mecanismos e medicações possam fazer efeitos mais eficazes. Em alguns casos específicos, podem ser usadas soluções de Soro Hipertônicos (2% ou 3%), no lugar de Soro Fisiológico 0,9%, podendo melhorar ainda mais a limpeza.

Mais limpeza não é sinônimo de mais cuidado: médico explica os cuidados aorealizar a limpeza nasal
O otorrinolaringologista afirma que a limpeza nasal nas crianças exige um cuidado maior

Para crianças, o médico explica que a limpeza nasal exige cuidados especiais. “A anatomia em idades menores requer muito mais cuidados devido a fragilidade, tamanho, forma e comunicação das narinas com os ouvidos mais retificada (não inclinada como nos adultos), e dessa maneira quando realizada a higiene nasal inadequada, poderá causar otites de repetição nos pacientes infantis. Para tal, alguns dispositivos já trazem em suas embalagens, ponteiras mais apropriadas para idades menores, ou desenvolvem jatos com volume adequado para o tamanho reduzido nas narinas de bebês”.

O especialista enfatiza que se houver uma higiene excessiva das narinas, pode ocasionar na remoção de camadas maiores da proteção natural. O nariz já possui mecanismos fisiológicos e naturais para realizar tal higiene, e se for feita de forma excessiva, pode deixar o nariz ainda mais exposto à entrada de vírus ou bactérias nocivas.

“Dentre os erros mais comuns, podemos citar a aplicação diretamente em direção ao septo nasal, o que facilita ainda mais a fragilidade da mucosa nasal, podendo provocar sangramentos. Outro erro é a pressão errada do soro para dentro nas narinas, e isso pode causar bastante desconforto e até fortes dores de ouvido. Quando sentir esse desconforto, interrompa imediatamente a forma de higiene nasal”, orienta o médico.

SERVIÇO

O otorrinolaringologista Emerson Franceschi atua com o CRM 24248 na Clínica São Vicente, que está localizada na Rua São Vicente de Paulo, n.º 250, no centro de Araucária. O telefone/WhatsApp para contato é o (41) 3552-4000, e o site da Clínica é o www.csv.med.br.

Edição n.º 1516. Victória Malinowski.

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