A Delegacia de Polícia Civil de Araucária segue duas linhas de investigação no caso da morte de Rayssa Paes Silva Lopes, ocorrido no dia 18 de junho. Rayssa era uma das ocupantes da Fiat Fiorino que foi abordada na PR-423, durante ação da Guarda Municipal de Araucária. O motorista e namorado da vítima, Thiago Martins Francisco, ficou gravemente ferido, mas sobreviveu. Duas menores que também estavam no veículo não se feriram.

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Segundo o delegado Gabriel Fontana, a investigação não se limita ao registro da morte em decorrência de intervenção policial, mas busca esclarecer as circunstâncias do fato e verificar a ocorrência de eventual confronto. “Devido à complexidade das investigações, nesse momento não estamos comentando o caso e nem fornecendo informações adicionais. Ressalto que o ocorrido está sendo analisado de forma integral e, por ora, não há outros detalhes a serem divulgados”, declara o delegado.

Inicialmente o caso foi tratado como confronto armado, após a GMA ter visualizado a Fiat Fiorino trafegando pela PR-423 com os faróis apagados, ter tentado uma abordagem e o motorista ter simulado “jogar” o carro contra a viatura, informações que constam no registro da ocorrência confeccionado pela Guarda Municipal. Houve um acompanhamento e na sequência a abordagem do veículo.

Ainda segundo o R.O. ao se aproximarem para orientar o motorista, os guardas municipais verificaram que os dois ocupantes portavam armas de fogo, com as quais efetuaram disparos contra a equipe, que revidou para repelir a injusta agressão. No revide, os dois ocupantes foram atingidos.

No entanto, o caso ganhou novos desdobramentos a partir do depoimento de Thiago, que negou a versão inicial da Guarda Municipal, de que ocorreu um confronto armado. Segundo ele, seu veículo foi alvo de vários disparos sem nenhuma reação ou disparo vindo de dentro do veículo.

O pai de Rayssa e a irmã de 13 anos, que também estava no carro, relataram que não havia armas no veículo. Além disso, a irmã mais nova chegou a gravar áudios que contestam a versão oficial da troca de tiros.

De acordo com informações que surgiram durante as investigações, uma análise pericial de um vídeo registrou o som de diversos disparos efetuados no local, o que motivou novos trâmites.

A Polícia Civil está preparando uma reconstituição do caso para confrontar as declarações dos envolvidos com as provas técnicas e os laudos periciais. Os guardas municipais envolvidos foram afastados das ruas e o caso também é apurado pela Corregedoria da PCPR.

Edição n.º 1941

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