Ao longo das últimas semanas tivemos um aumento considerável das reclamações de pessoas que estão alcançadas pelas obras de duplicação da PR-423, que liga nossa cidade a Campo Largo.

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As reclamações são tanto de moradores de localidades rurais que margeiam a rodovia, os quais estão tendo suas vidas impactadas por lama em dia de chuva e buraqueira em tempo seco. Situações que – de certa forma – impactam o direito de ir e vir desses cidadãos.

Da mesma forma, as reclamações se avolumam em razão das mudanças temporárias implantadas pela Via Araucária na sinalização de trânsito, medidas que afetam diretamente o dia a dia daquelas pessoas que fazem determinado trajeto há anos e que, do nada, descobrem que não podem mais virar à esquerda e/ou à direita, por exemplo.

E, como sabemos, esse negócio de esquerda e direita é um problema em nosso país, ainda mais nos dias atuais. É fato, no entanto, que não haverá solução que agrade a todos que vivem ou circulam na área diretamente impactada pelas obras. Até porque, admitiram, obra tira a paciência de todos nós, desde aquela que fazemos para colocar um porcelanato novo no banheiro, até aquela feita pelo poder público em escolas, unidades de saúde, que nos obriga a conviver com soluções paliativas e assim por diante.

Bom seria se pudéssemos resolver tudo num passe de mágica, se pudéssemos ter a rodovia duplicada, o asfalto lisinho, bem sinalizado, sem a necessidade de terraplanagem, interdição de trânsito, fechamento de acessos, mudanças de sinalização e chuva despencando sobre o canteiro de obras em ano de Super El Niño.

Mas isso não é possível. A realidade é que não há muito o que possamos fazer a não ser nos adaptarmos ao período de execução de obras, colocarmos pra funcionar nossos conhecimentos de direção defensiva, procurar rotas alternativas para evitar o estresse, sair mais cedo de casa para não nos atrasarmos e por aí vai!

Ah, e claro, torcer para que as obras terminem logo! Pensemos todos nisso e boa leitura!

Edição n.º 1942

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