É inegável que a Lei Maria da Penha significou uma mudança estrutural no modo como o Estado brasileiro enfrenta a violência doméstica.

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No entanto, num país continental como é o Brasil, a eficiência de uma legislação – mesmo nacional – acontece em tempos diferentes. O mesmo vale, inclusive, dentro de uma mesma unidade da federação.

No Paraná mesmo o modo como as redes de proteção locais enfrentam a violência doméstica em cada um de seus 399 municípios é diferente.

E eis que chegamos a Araucária! Sem dúvida um dos municípios paranaenses, quiçá brasileiro, com uma rede de proteção às mulheres privilegiadas.

Aliás, privilegiada não seria exatamente o termo, já que não é privilégio poder garantir a segurança das mulheres vítimas de violência e sim uma necessidade.

Porém, num país ainda tão desigual, viver numa cidade com uma rede de proteção adequada, é indispensável que nunca nos conformemos com a violência doméstica simplesmente porque essa pessoa terá a seu dispor uma estrutura para defendê-la.

Precisamos sim é abordar o assunto todos os dias. Fortalecer as políticas públicas de empoderamento feminino. Estimulá-las a denunciar e romper ciclos de violência e – sempre – fazer com que todos entendam que essa causa não é só das mulheres e sim de todos nós!

Pense nisso e boa leitura!

Edição n.º 1945

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