Irmão Lauro: A Culpa pode ser minha
Coluna Palavras Sagradas reflete sobre responsabilidade pessoal, autocrítica e reencontro com a própria essência.
Nem sempre a vida me afaga e, às vezes, vejo-me descalço, pés feridos, saltitando sobre pedras ardentes e pontiagudas… mas, quase sempre a culpa é minha!
Talvez, sempre!
Distraído, ou desconectado, perco-me em labirintos; na solidão, sinto ansiedade, medo, baixa autoestima, mas, por que procurar culpados externos?
A culpa é quase sempre minha!
Talvez, sempre!
Envolvo-me em múltiplas dores, angústias, aflições, e sem noção, digo que é o destino, mas não é; se eu olhar para mim, de verdade, vejo-me autor, quase sempre eu crio a minha realidade!
Talvez, sempre!
As pessoas se afastam? Ou atraio pessoas inadequadas?
Nem percebo que isso é fruto da minha energia tóxica!
É muito dolorido e humilhante aceitar a realidade e admitir que quase sempre é minha culpa!
Talvez, sempre!
Porém, depois de extrema cegueira, loucura e cansaço, desperto, rompo os véus que encobrem a minha essência, o amor – fonte de minha alegria e minha paz! E livre, feliz, e plenamente vivo, energias que fluem, tenho esta certeza: a minha única Luz é a consciência do meu Deus interior!
Edição n.º 1946
