Iniciado o período de campanha eleitoral, o que temos visto é que, ao contrário do que imaginávamos, o que não falta é candidatura local nestas eleições.

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Exatamente! São pelo menos uma dezena de candidatos de Araucária que colocaram seus nomes à disposição dos partidos aos quais são filiados. E, com essas candidaturas nas ruas, mais de 110 mil eleitores araucarienses têm um dilema nas mãos: ser bairristas e defender que devemos priorizar candidatos locais na hora do voto ou deixar de lado essa história e considerar que, independentemente do CEP de residência do candidato, uma vez eleito, Ele defenderá prioritariamente as causas de todas as cidades do Paraná na Assembleia Legislativa e os interesses da população de nosso estado, se a vaga almejada for uma na Câmara Federal, em Brasília.

O Popular, enquanto jornal local, tem em sua gênese a defesa de quem mora aqui. Logo, seria contraditório defender o voto em candidatos que não residem no município. Porém, não estamos diante de um dogma político.

E não estamos diante de um dogma porque, ao longo dos anos, o conceito de município de residência perdeu um pouco da importância, principalmente em se tratando das casas legislativas. Hoje, as pessoas podem residir em um lugar, mas os seus ideais, as suas bandeiras e o seu senso de urgência em termos de políticas públicas podem estar a quilômetros de distância dali.

Explico! O eleitor precisa, necessariamente, buscar um candidato que converse com as suas convicções. E, nessa busca, devemos priorizar as candidaturas locais.

No entanto, se nenhum dos nativos que se colocam como candidatos conversar com aquilo em que você acredita, não pense duas vezes. Amplie seus horizontes, siga seus instintos, exercite plenamente o seu direito de escolher os seus representantes dentre todos aqueles que se colocaram como candidatos. Pense nisso e boa leitura!

Edição n.º 1947

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