Clínica explica o que a picada de abelha pode causar no corpo e como uma pessoa pode identificar a alergia
A Clínica São Vicente detalha as reações que a picada de abelha pode provocar, dos sintomas locais à anafilaxia. O texto também traz os sinais de alerta e quando procurar atendimento de emergência.
Após o caso da adolescente Safira, atacada por um enxame de abelhas e salva por um motoboy que parou para ajudá-la na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o assunto mais levantado foi sobre o que a picada da abelha causa no corpo humano e o que aconteceria se a jovem tivesse alergia a isso. De acordo com a Clínica São Vicente, uma picada de abelha pode parecer um episódio simples, mas, em algumas pessoas, o contato com o veneno do inseto pode desencadear uma reação alérgica grave. Embora dor, vermelhidão e inchaço no local sejam manifestações comuns, alguns sinais indicam que o organismo está reagindo de maneira mais intensa e exigem atendimento médico imediato.
No momento da picada, a abelha injeta veneno na pele. O organismo reconhece as substâncias presentes nesse veneno e inicia uma resposta inflamatória, responsável por sintomas como dor, vermelhidão, calor, coceira e inchaço na região atingida. Na maioria das pessoas, essa reação permanece localizada e melhora espontaneamente. Porém, em pessoas sensibilizadas ao veneno, o sistema imunológico pode desencadear uma resposta generalizada, que pode evoluir rapidamente para uma reação alérgica grave.
Uma reação localizada é esperada após uma ferroada. Dor, vermelhidão, coceira e inchaço restritos ao local da picada geralmente fazem parte da resposta normal do organismo. “O alerta acontece quando os sintomas deixam de estar apenas na região atingida e passam a envolver outras partes do corpo. Coceira generalizada, placas avermelhadas pelo corpo, inchaço nos lábios ou na língua, dificuldade para respirar, tontura, queda da pressão, náuseas, vômitos ou desmaio podem indicar uma reação sistêmica”, explica a clínica.
Nesse caso, a anafilaxia é uma reação alérgica grave, de início rápido e potencialmente fatal. Após uma picada de inseto, ela pode comprometer simultaneamente diferentes sistemas do organismo, especialmente a pele, a respiração e a circulação. Entre os sinais de alerta estão: coceira intensa e placas avermelhadas pelo corpo; inchaço no rosto, lábios, língua ou garganta; sensação de garganta fechando; falta de ar, tosse ou chiado; rouquidão; tontura ou fraqueza intensa; queda da pressão arterial; náuseas, vômitos ou dor abdominal; desmaio ou perda de consciência.
Diante desses sinais, é necessário procurar atendimento de emergência imediatamente. A adrenalina é o medicamento de escolha para o tratamento da anafilaxia e deve ser administrada rapidamente quando indicada para o paciente.
“Uma pessoa pode não saber que é sensibilizada ao veneno de uma abelha até apresentar uma reação em uma determinada exposição. Além disso, uma reação anterior aparentemente leve não garante que uma exposição futura terá a mesma intensidade. Por isso, pessoas que já apresentaram uma reação generalizada após uma ferroada devem procurar avaliação médica, principalmente com um especialista em Alergia e Imunologia”, orienta.
O centro médico também destaca que ataques envolvendo várias ferroadas merecem atenção especial. Nesses casos, além da possibilidade de uma reação alérgica, existe o risco de uma reação tóxica decorrente da grande quantidade de veneno recebida. É importante diferenciar os dois mecanismos: a anafilaxia pode ocorrer mesmo após uma única ferroada em uma pessoa alérgica, enquanto múltiplas ferroadas podem provocar toxicidade pela quantidade de veneno inoculada.
“A investigação para descobrir se o paciente possui alergia ao veneno de abelha deve ser feita por um médico, considerando principalmente o histórico da reação apresentada e a relação temporal com a ferroada. O especialista pode solicitar testes para identificar a presença de anticorpos IgE específicos contra o veneno, incluindo testes cutâneos e exames de sangue. A avaliação deve ser individualizada e, em determinadas situações, os exames são realizados algumas semanas após o episódio para reduzir a possibilidade de resultados falsamente negativos”, descreve.
Segundo a Clínica São Vicente, pessoas com alergia confirmada ao veneno de abelha podem ser avaliadas para tratamentos específicos, sendo um deles a imunoterapia com veneno de insetos, conhecida popularmente como “vacina contra o veneno”. O tratamento é realizado sob acompanhamento especializado e tem como objetivo reduzir significativamente o risco de novas reações sistêmicas em futuras ferroadas. Além disso, pessoas que já tiveram anafilaxia podem receber orientações individualizadas sobre prevenção, reconhecimento dos primeiros sintomas e uso de adrenalina em situações de emergência, quando indicada pelo médico.
“A principal recomendação é não ignorar uma reação que ultrapasse o local da picada. Enquanto dor, vermelhidão e inchaço local são manifestações frequentes, sintomas generalizados ou alterações respiratórias e circulatórias precisam ser encarados como sinais de alerta. Em caso de suspeita de anafilaxia, a orientação é buscar atendimento de emergência imediatamente”, finaliza.
SERVIÇO
Cuidar da saúde também significa reconhecer sinais de alerta e saber quando procurar ajuda. Em caso de dúvidas sobre alergias ou reações após picadas de insetos, procure avaliação de um profissional de saúde.
A Clínica São Vicente está localizada na Rua São Vicente de Paulo, nº 250, no centro de Araucária. O telefone/WhatsApp para contato é o (41) 3552-4000, e o site da Clínica é o www.csv.med.br.
Edição n.º 1951
