O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, passou há poucos dias, mas a reflexão sobre a infância precisa continuar. Afinal, o que estamos fazendo hoje para que nossas crianças cresçam acreditando em si mesmas, nas pessoas e nas possibilidades que a vida pode oferecer?

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Quando falamos em crenças, falamos também daquilo que aprendemos a acreditar sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre o nosso futuro. Uma criança que encontra acolhimento, respeito, oportunidades e vínculos positivos tem mais chances de reconhecer seu próprio valor e perceber que existem diferentes caminhos para construir sua história.

É nesse contexto que o trabalho da Secretaria Municipal de Assistência Social de Araucária ganha importância. Por meio do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade participam de atividades coletivas com caráter preventivo e proativo, que buscam fortalecer os vínculos familiares e comunitários. Rodas de conversa, oficinas artísticas, atividades culturais, brincadeiras cooperativas e dinâmicas em grupo são exemplos de experiências que estimulam a criatividade, a escuta, o respeito às diferenças e a participação.

A criança que aprende a compartilhar percebe que sua opinião tem valor ou descobre uma habilidade durante uma oficina também amplia a maneira como enxerga a si mesma e sua relação com os outros. Aprende que pode contribuir, que merece ser ouvida e que tem um sentimento de pertencimento ao grupo. São experiências que, embora pareçam simples, podem contribuir para seu desenvolvimento e para a construção de relações mais saudáveis e seguras.

Esse trabalho se fortalece por meio de parcerias, como a realizada com o Instituto Schnorr, que atende crianças e adolescentes do bairro e também participantes vinculados ao CRAS Tupy. A articulação entre os serviços amplia as oportunidades de convivência e contribui para a prevenção de situações de vulnerabilidade e para o fortalecimento da proteção social.

A infância é uma fase em que muitas percepções sobre a vida estão sendo construídas. Por isso, a presença de adultos que escutam, acolhem e orientam faz diferença. Um incentivo, uma atividade compartilhada ou a oportunidade de pertencer a um grupo podem ajudar uma criança a reconhecer suas capacidades e a enxergar novas possibilidades para o futuro.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos e devem receber proteção integral. Garantir esses direitos exige políticas públicas, trabalho em rede e compromisso cotidiano com seu desenvolvimento.

Que nossas crianças cresçam sabendo que merecem respeito, que suas vozes importam e que suas histórias não precisam ser definidas pelas dificuldades que enfrentam. Oferecer condições para que isso aconteça é parte do papel da Assistência Social e uma responsabilidade de todos.

Edição n.º 1954

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