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É sempre inevitável falar sobre política, porque ela permeia tudo que nos cerca, e hoje vou falar sobre políticas públicas para animais de rua. Pensem vocês que se não estão nem aí para as “fofas” humanas, quão frustradas são nossas esperanças que se importem com os fofinhos de quatro patas. Mas trata-se de um problema não só de bem estar animal, porém também de saúde pública. Caso nossa população de animais de rua continua aumentando, sem medicações, sem vacinas, em breve poderemos enfrentar complicações.

Mas afinal, de quem é a culpa de termos hoje um número tão grande de animas nas ruas da cidade? É sua. É de todos. Quando você adota ou compra um filhote precisa saber que ele é um ser vivo, que viverá 15 ou até 20 anos. Não é um objeto que quando você cansar poderá deixar no canto. Não. Ele precisará de carinho e atenção por toda a vida e mais que isso, precisará ir ao médico, pois como é um ser vivo, assim como você e seus filhos, precisará de cuidados. Caso você não tenha condições de arcar com todas essas responsabilidades, não tenha um animal de estimação.

Como muitas pessoas ao longo dos anos não agiram com responsabilidade quando resolveram ter um amigo animal, hoje muitos deles vivem sozinhos, perambulando por aí e esse fato passa a ser então um problema de todos, que necessita de ações dos governos, que afinal, administram nosso dinheiro com o proposito de sanar as demandas criadas pela sociedade. Faltam políticas públicas e comprometimento dos governantes, com tudo, eu sei, com essa causa também. Mas com ações bem pensadas, as multadas por maus tratos e abandono poderiam financiar as castrações, poderia ser criada uma casa de passagem (ideia da amiga Stela) onde cães e gatos fossem castrados, permanecessem no pós-operatório e depois fossem devolvidos as ruas. Porque infelizmente, na quantidade de animais que temos hoje, não conseguiremos lares par a todos. Teríamos assim, ao menos, um controle populacional. Ações educativas nas escolas, ensinado nossos pequenos a responsabilidade de se cuidar de uma vida também são fundamentais. Animal não é brinquedo.

Vou salientar a importância das multas. Pessoas que abandonam e maltratam animais precisam ser penalizadas. Não sei onde foi no nosso caminho que decidimos que algumas vidas são mais importantes que outras, mas se não for pelo bem dos animais, que ao menos seja pelo bem daqueles que respeitam a vida alheia. Podemos usar parte de nossos impostos para políticas públicas de castrações, mas também como medida educativa e punitiva eficaz, fazer com que os que causam dor a esses inocentes, paguem a conta. Os governos precisam criar, fiscalizar e fazer cumprir essas medidas. Hoje, grande parte do trabalho recai sobre ONGs e protetores independentes, que arcam por amor com uma responsabilidade que não lhes cabe. São homens e mulheres que se dedicam a tentar reduzir a dor causada aos animais por uma sociedade doente. Não é justo que logo aqueles que cuidam e amam, assumam sozinhos a função de extinguir o sofrimento causado por aqueles que não se importam.

Precisamos estar aí para os “fofos” e as “fofas” de todas as espécies, até mesmo para aqueles que não sabem usar mão inglesa, pois enquanto ocuparmos o mesmo planeta e dividirmos a conta é no mínimo justo que consigamos todos viver com dignidade.

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