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Têm dias em que a gente se sente a pior pessoa do mundo. Pobre, feio, burro, sozinho e azarado. Não dá vontade de sair de casa. Muitas vezes o que nos salva de nós mesmos é uma música, um livro, um filme ou até mesmo escrever um textão no Facebook. Nas primeiras opções encontramos pessoas que pensam como nós ou passaram por coisas parecidas e expressaram. Aquela música que fala exatamente sobre o tanto que estamos sofrendo de amor por aquele “bophe” maldito que sumiu e nunca mais nos ligou. Aquele livro que descreve a solidão de um jeito que até poderíamos cobrar direitos autorais por ser tão igualzinha a que sentimos. Aquele filme que conta uma história muito pior que a nossa e mostra que as pessoas sobrevivem e a vida continua apesar de tudo (às vezes). Já o textão no Facebook faz com que nós possamos dizer o que pensamos e sentimos. É um jeito para que nós possamos interagir com o mundo, não mais como simples expectadores, leitores ou ouvintes, mas também como geradores de conteúdo. Quando os “likes” aparecem nos vem o acalanto de não estarmos tão sozinhos em nossas angústias. Mas existe ainda a possibilidade de aprimorarmos essa participação no planeta, refinando o conteúdo que geramos e as angústias que compartilhamos. Podemos fazer nossas dores e alegrias, medos e momentos de bravura se transformarem em músicas, livros, desenhos, esculturas, filmes, peças de teatro, performances… podemos tocar a alma alheia de forma sublime e compartilhar o que nos faz gente.
Não é só o que comemos ou bebemos que nos mantém no mundo, muito menos nossas doenças ou o encontro de suas possíveis curas. O que nos mantém é algo que está para muito além disso, algo que nem sei bem como descrever, mas tenho certeza que você sabe do que estou falando. Estou tentando falar do que acontece dentro da gente quando estamos em silêncio, sozinhos, em um ônibus lotado, o um milhão de viagens que nossa cabeça faz naqueles míseros quilômetros. No que acontece dentro da gente quando perdemos o sono à noite e todos os pensamentos tomam proporções gigantescas. Estou falando do que realmente somos. Essa confusão, esse barulho ensurdecedor.
Então porque diabos continuamos votando em políticos que nos enganam ano após ano prometendo saúde e educação? A saúde e a educação são sempre prioridades, porém mesmo com todo esse “grande empenho” estão sempre à beira da morte. Sabe por quê? Porque além de toda essa preocupação ser uma falácia, caso estivessem realmente preocupados com a nossa saúde e educação, teriam projetos para além dessas áreas. Projetos que nos reconhecessem como gente e por isso nos vissem como mais do que possível mão de obra.
Não é bonito e nem sábio apoiar um governo que não prioriza a cultura, o esporte e as questões sociais, são essas também questões de saúde pública e educacionais. Não podemos deixar que digam quem somos e quais nossas prioridades. Nossas prioridades são todas, pois somos seres inteiros. Queremos água, comida, diversão, balé, cerveja na esquina, livro na biblioteca, rap na praça, música no ônibus, internet, aula de violão no bairro, audiência pública com prefeito, vereador fiscalizador e não vendendo seu trabalho em troca de CC na prefeitura, redutores de velocidade nas vias públicas, educação para o trânsito, participação nas decisões, saúde mental, transporte público planejado, políticas para os animais de rua, teatro, saneamento básico…

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