VKR Empreendimentos: A moradia acessível começa muito antes da obra
Quando uma família decide comprar o primeiro imóvel, a primeira pergunta quase sempre é quanto vai custar a parcela. É natural. Mas a prestação é apenas uma parte da conta, a pergunta que mais pesa no bolso e na rotina vem depois: quanto vai custar morar ali?
Quando uma família decide comprar o primeiro imóvel, a primeira pergunta quase sempre é quanto vai custar a parcela. É natural. Mas a prestação é apenas uma parte da conta, a pergunta que mais pesa no bolso e na rotina vem depois: quanto vai custar morar ali?
A Fundação João Pinheiro estimou em 5,9 milhões o déficit habitacional brasileiro. O número ajuda a dimensionar o desafio de ampliar o acesso à moradia, e ampliar o acesso é urgente, mas existe uma armadilha nessa conversa. Tratar moradia acessível como sinônimo de moradia barata leva a decisões que parecem economia e poderiam se mostrar caras com o tempo.
Por isso considero que é papel do incorporador pesar, desde o início, dois lados que nem sempre caminham juntos: a viabilidade do projeto e a rotina de quem vai morar. Um projeto precisa fechar a conta para sair do papel. O melhor cenário é aquele em que, além de fechar, ele também facilita o dia a dia de quem vai viver ali, com deslocamentos mais curtos, serviços acessíveis e um bairro que acompanha a chegada dos moradores, por exemplo. É nesse ponto de encontro que a moradia cabe no orçamento e continua cabendo depois da mudança.
Para quem desenvolve empreendimentos, essas questões fazem parte de decisões que começam antes da obra. A escolha do terreno, o projeto das unidades, os materiais e a organização da construção influenciam o preço final. Cada escolha abre uma possibilidade e impõe um limite.
Há ganhos possíveis dentro do próprio projeto. Uma planta bem resolvida aproveita melhor cada metro quadrado. Uma obra bem planejada reduz desperdício e mudança de última hora. Isso não elimina custo, mas libera recursos para o que realmente pesa na vida de quem vai morar.
Em Araucária, essa conta é muito concreta. A cidade cresce acima da média do Paraná, segundo o IBGE, e boa parte dessa chegada é de famílias em busca do primeiro imóvel. Como as regiões da cidade estão em momentos diferentes de maturidade, cada projeto pede uma leitura própria. Um conjunto habitacional bem pensado ajuda o bairro a se organizar. Um mal pensado cria, em poucos anos, problemas de trânsito, de serviço e de convivência que todos acabam pagando.
Há o que nenhuma construtora resolve sozinha, como transporte e infraestrutura, que dependem do poder público. Mas o que está ao alcance de quem constrói é interessante que seja decidido com esse olhar.
Daqui a alguns anos, os bairros que ajudamos a formar serão lembrados menos pelo preço de tabela e mais pelo quanto mudaram a vida de quem chegou.
Por Vanderley Ribeiro CEO da VKR Empreendimentos – Cuidar. Construir. Transformar
Edição n.º 1952
