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“A morte do meu filho foi uma fatalidade”
Willian conduzia a moto de um amigo e não tinha CNH por ser menor

A mãe do adolescente Willian Morato, 16 anos, que morreu na terça-feira, 8 de setembro, após colidir a motocicleta Honda CG Titan com um Celta, na avenida Archelau de Almeida Torres, no jardim Iguaçu, disse que a morte do filho foi uma fatalidade. Apesar de estar muito abalada com a morte do único filho, a mãe não acredita que o acidente possa ter alguma relação com o assassinato do melhor amigo de Willian, o jovem Lucas Eduardo Gonçalves de Lima, morto em outubro de 2013, no bairro Boqueirão.


Ela contou ainda que a moto que o filho conduzia pertencia a um amigo e este a havia guardado em sua casa. Ainda de acordo com a mãe, Willian provavelmente teve acesso às chaves da moto, pegou-a para dar uma volta e acabou se envolvendo no acidente que lhe tirou a vida. A mãe disse ainda que o condutor do Celta, que aparentemente também não possuía CNH, prestou socorro e chegou a se apresentar na Delegacia após o acidente para prestar esclarecimentos. “Foi uma fatalidade, não quero que ninguém carregue a culpa pela morte do meu filho, da mesma forma que o Willian carregou a culpa pela morte do melhor amigo, inclusive entrou em depressão, teve que fazer tratamento, mas jamais se conformou”, finalizou a mãe.

Mãe do jovem Lucas clama por justiça

Se por um lado a mãe de Willian acredita que o acidente que matou seu filho foi uma fatalidade, Tânia Figueiredo, mãe do jovem Lucas, acredita que possa ter relação com o assassinato do seu filho. Segundo ela, o autor confesso do crime, Sílvio José Barbosa, teria dito em outra ocasião que enquanto não matasse o Willian não ficaria sossegado.

“É um absurdo o assassino do meu filho estar respondendo pelo crime em liberdade, queremos que a justiça seja feita. Quando recebi a notícia da morte do Willian, me faltou o chão novamente, comecei a reviver todo sofrimento. Sei que a família do Willian quer deixar quieto, mas eu não vou me calar. Quero que o Silvio vá a julgamento e pague pelo que fez”, disse Tânia.

De acordo com a Vara Criminal de Araucária, Sílvio José Barbosa, já foi pronunciado por homicídio, mas recorreu da decisão. O processo agora aguarda o parecer do Tribunal de Justiça, que deverá decidir se Sílvio vai a júri popular.

FOTO: MARCO CHARNESKI

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