Motoristas dos ônibus do TRIAR aprovam greve
Motoristas dos ônibus do TRIAR aprovam greve

Cena rara: Rodoviária Central praticamente vazia
Cena rara: Rodoviária Central praticamente vazia

Usuários dos ônibus do TRIAR viram suas vidas se transformarem num verdadeiro caos na terça-feira e primeiras horas de quarta, dias 9 e 10 de dezembro. Tudo por conta de uma greve deflagrada pelos motoristas da Viação Tindiquera, empresa responsável pelo sistema de transporte integrado da cidade.

A paralisação que complicou a vida de mais de vinte mil passageiros de quase setenta linhas do TRIAR se deu porque a empresa não pagou o salário dos funcionários no último dia 5 de dezembro. A justificativa dada pela Tindiquera para o não pagamento foi o atraso nos repasses feitos pela Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC).

A direção da CMTC reconheceu que os repasses estavam atrasados em cerca de vinte dias por conta da necessidade de adequação do orçamento da companhia, o que demandou uma série de trâmites legais e cumprimento de prazos exigidos pela legislação brasileira.

Porém, explicou a direção da CMTC, o atraso nos repasses não poderiam ter sido utilizadas pela Tindiquera como justificativa para não pagar o salário dos funcionários em dia. Isto porque o contrato de concessão estabeleceria que a empresa precisa ter condições de manter por até três meses o custeio do sistema, independentemente de pendências por parte da CMTC.

Sem ônibus, milhares de pessoas tiveram que se virar nos trinta para não chegar atrasadas ao trabalho e outros compromissos. A solução encontrada por muitos foi recorrer ao serviço de táxi, o que acabou fazendo com que a espera de um carro demorasse muito mais do que em dias normais.

Conforme apurou nossa reportagem, para quitar a dívida com seus funcionários, a Tindiquera recorreu a um financiamento junto à Caixa Econômica Federal (CEF), o qual foi liberado ainda na tarde de terça-feira. A situação só foi resolvida na madrugada de quarta-feira, quando efetivamente o dinheiro começou a aparecer nas contas dos funcionários.

Porém, mesmo com o salário pago, os motoristas ainda levaram algumas horas para botar a frota na rua. Isso porque era necessário, antes, a formalização do acordo entre a Tindiquera e o Sindicato dos Motoristas para encerrar oficialmente a paralisação. Nesse termo de composição constou, entre outras coisas, a garantia de que a empresa não iria descontar os dias parados, nem tão pouco punir os funcionários que aderiram à greve. Além disso, houve o compromisso de que a segunda parcela do décimo terceiro da categoria seria paga dentro do prazo.

Texto: Waldiclei Barboza / Fotos: Marco Charneski

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